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A origem da norma de homens usarem calça e mulheres vestidos

A mudança de padrões de gênero na moda começou no século XIV, com homens adotando roupas curtas e mulheres mantendo vestidos longos, ganhando impulso no século XX

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  • A partir de 1340, homens na Europa Ocidental passaram a usar roupas mais curtas e ajustadas ao corpo, como o gibão, deixando as pernas à mostra e associando o visual à ideia de cavaleiro, força e virilidade.
  • Enquanto isso, as roupas femininas permaneceram longas, com o comprimento virando sinal de distinção social e de posição, principalmente em grupos como aristocracia, clero e universidades.
  • A calça existe desde cerca de três mil anos atrás, entre povos nômades da Ásia Central; com o tempo ganhou uso entre cavaleiros e acabou se espalhando, especialmente após a queda do Império Romano, com germânicos dominando parte da Europa.
  • Na Idade Média, o vestuário masculino ainda incluía meias justas e calções; só depois da Revolução Francesa os homens adotaram calças longas e ternos mais sóbrios, numa ideia de “Grande Renúncia Masculina”.
  • Na moda feminina, leis e costumes frearam o uso de calças para mulheres (exemplo francês de 1800), com mudanças reais ocorrendo no século XX, impulsionadas pela participação delas em fábricas e atividades durante guerras.

A moda passou a marcar de forma mais clara o que era considerado masculino ou feminino a partir do século 14 na Europa Ocidental. Vestes longas ainda existiam, mas o estilo de roupas começou a diferir entre os gêneros com mais intensidade.

Entre 1340 e 1350, homens adotaram roupas curtas e ajustadas, como o gibão, que expunha as pernas. Meias altas protegiam cada perna, destacando movimento, força e virilidade. As mulheres permaneceram com vestidos longos, agora símbolo de distinção.

Ao longo da Idade Média, o traje masculino longo ficou reservado a situações formais e elites, enquanto as calças ganharam espaço entre cavaleiros nômades e povos herdados da tradição germânica. A moda feminina reforçava o vínculo com o ambiente doméstico.

Da calça às mudanças do século XX

A calça tem origem antiga, surgindo há cerca de 3 mil anos entre povos nômades da Ásia Central, que cavalgavam. Ela oferecia proteção e liberdade de movimento, diferente da túnica usada em combates e viagens.

Após a queda do Império Romano, germânicos e outros grupos do norte europeu já utilizavam calças, influenciando a prática na região. Mesmo assim, na Idade Média, homens usavam meias com calções, não calças longas diárias.

A Revolução Francesa marcou uma virada: os homens adotaram calças longas e ternos sóbrios, em claro afastamento dos excessos reais. Em 1800, leis na França proíbiam mulheres de usar calças sem autorização, medida revogada somente em 2013.

No século 20, guerras globais aceleraram a mudança. Mulheres passaram a trabalhar em fábricas e indústrias; calças tornaram-se opção prática, substituindo vestes antigas que apresentavam riscos perto de máquinas.

Fonte: pesquisadora Giulia Falcone de Lourenço, USP, consultada pela reportagem.

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