- O restaurante MATER1A, em Westbourne Grove, Notting Hill, Londres, traz cozinha japonesa inspirada e uma carta de vinhos comandada pelo head sommelier Cristian Vega de Arruda.
- O espaço foi desenhado por Victor Garvey, com entrada por uma passagem estreita, iluminação suave e um ambiente de mármore e vidro que transmite uma sensação de contenção e controle.
- A carta de vinhos privilegia Borgonha, com referências como Nuits-Saint-Georges 2023 a partir de £155 e Mazis-Chambertin Grand Cru 2016 a £878, além de opções de Champagne e rótulos internacionais.
- O menu é assinado por Garvey e pelo chefe de cozinha Kaming Pang, com serviço sob pressão e pratos que combinam técnicas japonesas e europeias, em sequência que equilibra gordura, acidez e fumaça.
- A experiência de serviço envolve Daphne Chan no lugar de Vega de Arruda, com apoio de uma equipe que reúne passado em salas como Fallow e The Peninsula; a avaliação aponta claridade na execução e na harmonia entre pratos e vinhos.
Douglas Blyde visita o MATER1A, em Notting Hill, e descreve a carta de vinhos como direta e sem rodeios, com cozinha japonesa de Victor Garvey orientada por compressão e comando. O espaço foi desenhado pelo chef, que substituiu o anterior ocupante. A casa fica na Westbourne Grove, Londre.
A experiência, segundo a crítica, se baseia em uma cozinha de garbo contido e 16 lugares, contrastando com o antigo SOLA. Garvey busca clareza em cada prato e na experiência de serviço, mantendo o ambiente com iluminação suave e design em mármore.
A carta de bebidas, criada pelo sommelier Cristian Vega de Arruda, privilegia Burgundy, com opções de alto custo. Entre várias saídas, há referências a produtores tradicionais e vinhos de várias regiões, incluindo uma seleção de espumantes inglesa e casos de Riesling.
Carta de bebidas
A lista começa com vinhos de Borgonha em base, como Nuits-Saint-Georges 2023 e Mazis-Chambertin Grand Cru 2016. Outras referências incluem Puligny-Montrachet 2023, Chassagne 2023 e Bâtard-Montrachet 2022, com preços que sinalizam margem e acabamento estruturado.
Além disso, há opções de Bordeaux da margem esquerda, como Mouton 2005 e Haut-Brion 2005, com acessos mais acessíveis como Rahoul 2018 e La Garde 2016. Espumantes ingleses aparecem ao lado de uma linha de alemães e austríacos, incluindo Schloss Vollrads Riesling Trocken.
Da colaboração com o Japão entram Aruga Branca 2023 e outras referências orientais, enquanto os Estados Unidos aparecem com vinhos de Mount Eden, Mayacamas e Ridge Monte Bello. A seleção de Burgundy no copo fica em torno de £50 para quem estiver disposto a provar.
Pratos
A cozinha de Garvey se revela em pratos que equilibram calor e precisão, com Kaming Pang na linha de frente como chef. A banca de serviços é coordenada por Daphne Chan, com Ruben Santos na gestão, garantindo continuidade no atendimento.
O cardápio começa com uma entrada de gazpacho modulado com tomate, miso e queijo, seguido por sequências frias e pratos de peixe com técnicas de ikejime. Peixes como atum e robalo aparecem com acompanhamentos que combinam alta acidez e calor suave.
Entre os pratos de destaque, estão langostinos com wasabi, sashimi e tartares de carne, além de peças com ovo de oca, tofu e molho de soja. Um conjunto que utiliza sake como fio condutor entre os pratos, mantendo a linha de sabor.
Seguiu-se com um mage de porco Segovia, preparado com o espírito do oden, servido com ovo de onsen e caldo de gengibre. O pato Maison Dupont é apresentado com técnica de desossa e boudin noir, sob lume mineral de Priorat.
Último gole
O serviço finaliza com um pudim de Kyoto, morangos Kyo No Shizuku e sake de arroz, mostrando a complementaridade entre cozinha e harmonização. A avaliação indica que o restaurante oferece compressão de técnica e comando do protocolo, com resposta crítica variada sobre o futuro.
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