- O “kkkkk” virou marca dos risos online no Brasil, vindo de adaptações de onomatopeias antigas como “quá-quá-quá” ou “cá-cá-cá”.
- Nos primórdios da internet, era comum encurtar palavras e mudar grafias no dialeto digital para rir.
- Não é exclusividade brasileira: várias línguas africanas também usam “kkkkk” para rir; na Coreia, a risada é representada por “ㅋㅋㅋㅋㅋ”.
- No Vietnã, além de “hihihi”, também aparece “khà khà khà” para rir; no persa, o som é “خخخخخخخخ”.
- Existem formatos variados como “55555” na Tailândia, e “axaxaxa” ou “бггггг / ггггг” no ucraniano e no russo.
O uso da letra k para expressar risada ganhou posição de marca entre os brasileiros que circulam na internet, mas não é exclusivo do português. O recurso aparece em outras línguas e tem variantes que soam tão inusitadas quanto.
A origem é incerta. A risada já era representada por onomatopeias antigas como quá-quá-quá, quiá-quiá-quiá e cá-cá-cá em textos do século 19 e 20. Não há registro claro de como o som passou a simbolizar o riso no português moderno.
No início da internet, o k passou a funcionar como abreviação de expressões de riso. Encurtar palavras e grafias era comum nos primeiros ambientes digitais. Além do português, línguas africanas como zulu, xhosa, shona e oromo também usam ks para rir, de formas distintas.
Na Coreia, a risada é representada por ㅋㅋㅋㅋㅋ, que remete ao som do k com maior aspirado. Em Vietnã, hihihi reina, mas khà khà khà também aparece. Já no persa, a sequência de khs sugere um riso gutural próximo ao som do k.
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