- O aperitivo está se alongando e o vinho passa a acompanhar as entradinhas, chegando a substituir parte das etapas da refeição.
- Vinhos brancos ganham espaço pela facilidade de consumo, com destaque para Loire, Rhône, Alsácia, Jura e Savoie, e costumam ter preço mais acessível que o champanhe.
- Rosés com personalidade e brancos mais leves costumam compor o aperitivo, enquanto tintos mais potentes ficam para harmonizações específicas; a busca é por bebidas refrescantes e fáceis de beber.
- Château Puech-Haut lança dois vinhos, branco e rosé, com teor alcoólico ligeiramente abaixo de dez graus; a cuvée Chill tem 12 g / litre de açúcares residuais e final ácido.
- O copo universal, maior que os tradicionais, domina cafeterias, bares e lares, permitindo degustar vinhos tinto, branco ou espumante e refletindo a tendência de taças maiores.
A prática do aperitivo está se alongando, passando a antecipar o prato principal em muitos momentos de refeição. O vinho, tradicionalmente servido à mesa, ganha protagonismo nas etapas iniciais de uma refeição. A cada vez mais comum “apéro dînatoire” substitui entradas, ampliando o ritmo do jantar.
Especialistas apontam que vinhos brancos, menos intimidantes que os tintos, ganham espaço no circuito de consumo. A demanda por brancos de Loire, Rhône, Alsácia, Jura e Savoie tem aumentado, com foco em frescor, complexidade acessível e preço competitivo em relação ao champagne.
Empresários do setor destacam que o apetite por bebidas desidratadas favorece rótulos com menor teor alcoólico. Surgem vinhos brancos e rosés de fermentação controlada, pensados para harmonizar com tábuas e embutidos, sem exigir par perfeito com a comida.
No longo termo, o apelo está em bebidas descomplicadas, fáceis de degustar, que acompanham tanto o aperitivo quanto o prato seguinte. Além disso, vinhos de regiões como Loire, Rhône, Alsácia, Jura e Savoie aparecem entre as escolhas mais acessíveis, com boa relação entre preço e qualidade.
Para atender ao público jovem, algumas vinícolas lançam opções com teor alcoólico reduzido. A Château Puech-Haut, por exemplo, introduz dois vinhos, branco e rosé, com teor próximo a 10% e desteques de acidez, visando drinkabilidade sem excesso de doçura.
Em ambientes de bar e restaurante, o design de copos também acompanha a mudança de hábitos. Versões maiores de vidro para vinho tinto, branco e espumante acompanham a moda de servir vinhos em taças amplas, que favorecem a oxigenação e a percepção de aromas.
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