- Chefs estrelados e patrons de restaurantes compartilham memórias marcantes ligadas a vinhos, destacando rótulos e terroirs que marcaram momentos de vida.
- Um dos relatos envolve o magnum de Saint-Nicolas Fiefs Vendéens La Grande Pièce 2002, degustado em um jantar em família ao lado de Rosito, próximo à praça dos Vosges.
- Outra lembrança é do Domaine Raveneau, Montée de Tonnerre 2006, Chablis premier cru, vivido durante um risoto de épeautre com trufas, lembrado pela sua potência, equilíbrio e aroma.
- A memória de La Conseillante 1975, aberta em Eugénie-les-Bains, descrita como um tempo suspenso, partilhada com a esposa e Michel Guérard, tornando-se ponte entre pessoas e momentos.
- A passagem por Arianna Occhipinti, Sicília, e o SP68 Bianco 2021 (albanello e zibibbo) é lembrada pela precisão das notas mediterrâneas e pela energia vivaz do vinho.
Ces chefs, patrons de restaurantes e amantes do vinho compartilham lembranças marcantes em torno de garrafas que navegaram por décadas. Entre relatos de vinhos de destaque e momentos familiares, o estilo é didático e objetivo, com foco em fatos e datas.
Três narrativas aparecem logo no texto: a comemoração de um magnum do Domaine Saint-Nicolas, Fiefs vendéens, com 2002, em um jantar familiar; a degustação de vinhos do Jura com Jean-François Ganevat, incluindo Les Chalasses e La Grande Steppe; e a lembrança de uma noite em que um Chablis premier cru Montée de Tonnerre 2006 de Raveneau foi a referência de uma experiência inesquecível.
Memórias de taça
O relato começa com a celebração de uma amizade antiga, em que uma garrafa 2002 foi aberta em Rosito, um bistrô na praça des Vosges, para homenagear Jo/ohnny e a matriarca Denise. O Saint-Nicolas Fiefs vendéens é descrito como vinho de finura e salinidade, que harmonizou com cabrito assado para oito convidados.
Em seguida, o autor relembra a viagem ao Jura, há 23 anos, quando conheceu Jean-François Ganevat. A degustação, que durou oito horas, incluiu vinhos como Les Chalasses e La Grande Steppe, reconhecidos pela expressão fresca e energética, próximas aos grandes burgundianos.
Viagens e descobertas
Outra memória envolve o Domaine Raveneau, com Montée de Tonnerre 2006, que marcou uma ocasião de risotto com trufa. O Chardonnay é descrito pela intensidade, equilíbrio e longa persistência, associando-se à melanosporum.
O texto também cita uma experiência em Eugénie-les-Bains, com Chateau La Conseillante 1975, aberto durante um fim de semana, que gerou uma lembrança de tempo suspendido, partilhada entre casal e Michel Guérard.
Button de terroir
Na Sicília, Arianna Occhipinti recebe o visitante em Vittoria; o SP68 Bianco 2021, com albanello e zibibbo, revela notas de garriga, frutas cítricas e mineralidade. O relato enfatiza a busca pela proximidade com o terroir por meio de leveduras indígenas e biodinâmica.
Degustação e memória
Em Saint-Émilion, a equipe abriu Château Pavie 2012 na Table de Pavie, conectando vinho e cozinha e celebrando o fim de uma etapa criativa. Em Chalon, Château-Chalon 1968 é descrito como vinho que impõe silêncio, com nuances salinas, de nozes e tempo longo.
Momentos especiais
Um brinde inesperado ocorreu em Tours-sur-Marne, na Laurent-Perrier, com Réserve Millésimée 2006, vintagem que corresponde ao início do Mirazur. O encontro com o diretor Olivier Kanengieser gerou emoção, marcando uma memória compartilhada com a equipe.
Memória atemporal
Outra lembrança envolve o brinde de uma garrafa trazida pelo sous-chef para a primeira estrela em 2021, em plena pandemia. A bebida foi partilhada em um jantar preparado por Jérôme Banctel, reforçando o valor de uma memória coletiva.
Encontro com Ramonet
A primeira grande degustação com Ramonet, em Chassagne-Montrachet, é descrita como transformação: a prática de abrir o vinho na cave, o silêncio, a frase de Ramonet sobre o Chardonnay e o impacto emocional que ficou marcado para sempre.
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