- Apartamento de 80 m² na Vila Buarque, centro de São Paulo, passou por reforma liderada pelo escritório BA/SP Arquitetura para revelar a estrutura original e trazer iluminação natural.
- Pilares de concreto aparente foram deixados à vista, paredes de tijolinho branco e texturas claras criaram uma base contemporânea entre rusticidade e leveza.
- Terraço com jardim suspenso, protegido por muxarabis de madeira, funciona como varanda-óásis conectada ao interior.
- Suíte约ിഠ apresenta cama em ilha no centro do quarto, com cabeceira que abriga um pequeno home office, além de armários e janelas grandes.
- Ambiente busca integração entre living, cozinha e terraço, promovendo circulação fluida e iluminação natural abundante.
O apartamento de 80 m², localizado na Vila Buarque, em São Paulo, ganhou uma reforma que revelou o concreto aparente, integrou ambientes e criou uma suíte com um home office discreto. O projeto foi conduzido pelo escritório BA/SP Arquitetura, do arquiteto Almiro Dias, em parceria com Karen Siqueira, da imobiliária Refúgios Urbanos.
A intervenção retirou paredes e camadas antigas para valorizar a estrutura original, ampliar a entrada de luz natural e abrir o living para o terraço. Pilares de concreto ficaram expostos, enquanto paredes de tijolinho branco e textura cimentícia criaram uma base clara e acolhedora.
A área social foi integrada ao terraço, com portas-balcão e guarda-corpo que ampliam o espaço e deixam o dia entrar. A composição utiliza madeira, concreto aparente e tons neutros para equilibrar rusticidade e leveza, mantendo o sentido urbano do bairro.
O terraço funciona como varanda-jardim, coberto por vidro filtrado e muxarabis de madeira. As plantas, entre jabuticabeiras, palmeiras e filodendros, criam um oásis verde no coração da cidade. O jardim suspenso é descrito pelos moradores como o respiro do apartamento.
Na suíte, a cama foi posicionada como ilha no centro do quarto. A cabeceira em madeira freijó com palha natural suporta a cama e abriga um pequeno home office. Armários com painéis ripados ajudam na organização, com janelões que levam muita luz ao ambiente.
O home office fica atrás da cabeceira, na varanda integrada, com bancada de mármore e nichos organizados pela marcenaria. O estilo mantém a linguagem visual do projeto, sem cargar o espaço com excessos.
O banheiro segue a linha de materiais naturais, com bancada e cubas em quartzito Taj Mahal. Pastilhas verdes e portas de madeira maciça completam o ambiente, que recebe iluminação pela janela ampla e espelho suspenso para criar jogo de reflexos.
Ao final, o apartamento tornou-se um refúgio urbano no centro de SP, onde a cidade pode ser explorada a pé e, ao mesmo tempo, a morada oferece conforto e desaceleração. O resultado evidencia uma leitura clara de arquitetura, luz e materiais.
Entre na conversa da comunidade