- Rose Rouse, editora e cofundadora da empresa social Advantages of Age, não tem uma bucket list e critica esse conceito.
- Ela diz que as listas de coisas a fazer antes de morrer são reducionistas, ligadas ao consumo e tornaram-se “adventure” padronizadas.
- Aos 73 anos, prefere aventuras pessoais e locais, como dançar, passear com o neto, viajar para Senegal ou Argélia, sem seguir roteiros de Machu Picchu ou de helicóptero pelo Grand Canyon.
- Observa que há uma febre de bucket lists nas redes sociais, com categorias como comida, lazer e namoro, e que o conceito virou grande negócio.
- Propõe a “lista do que se dane” para rejeitar expectativas sociais, planeja queimar livros sobre bucket lists e prefere viver seu próprio caminho, aproveitando o tempo sem pressões.
Rose Rouse, 73, é editora e co-fundadora da empresa social Advantages of Age, que questiona narrativas midiáticas sobre envelhecimento. Em um podcast recente, ela discutiu por que não tem uma “bucket list” e contestou o conceito de aventuras programadas.
Rouse afirmou não possuir uma lista de desejos para a aposentadoria. Ela descreveu o conceito como redutor e afirmou que prefere desfrutar de atividades espontâneas, sem seguir padrões de consumo ou de “experiência anunciada”.
A proposição da executiva é criar uma vida em que as experiências surgem de forma natural, sem a necessidade de cumprir itens pré-estabelecidos. Ela planeja manter o foco em curiosidades e encontros relevantes em sua faixa etária.
Para ela, as listas de coisas a fazer podem incentivar uma visão estreita de envelhecimento. Ela vê o processo como uma oportunidade de prioridades diferentes e de um jeito mais livre de planejar o tempo.
Rouse também criticou a mercantilização de listas de desejos, destacando que há uma indústria dedicada a guias, diários e terapias associadas a esse tema. Em vez disso, defende uma abordagem mais pessoal e menos normativa.
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