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Brasília 66 anos: histórias de quem chegou e fez da cidade seu lar

Mulheres contam como chegaram a Brasília e a adotaram como lar, destacando oportunidades, convivência e a identidade da capital.

Montagem com fotos de mulheres que adotaram Brasília
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  • Brasília completa 66 anos nesta terça-feira, 21 de abril, reconhecida pela arquitetura de Niemeyer e Costa e pela diversidade de moradores.
  • A população da cidade é estimada em 2,9 milhões de pessoas, incluindo brasilienses, candangos, pioneiros e quem adotou o Quadradinho do Distrito Federal.
  • Histórias de quatro mulheres mostram o encanto pela capital: Ana Maria Gontijo chegou em 1964, Moema Leão há cinquenta e cinco anos e Mércia Crema viveu a cidade desde antes de sua inauguração.
  • Kristine Cardoso chegou em 1999 para trabalhar na embaixada e, junto do grupo As Kandangas, lançou o guia We Share BSB para orientar estrangeiros que visitam Brasília.
  • Cleuza Ferreira chegou em 1958, aos 10 anos, e hoje vê Brasília como sua casa, destacando a evolução da cidade desde os primeiros anos.

Brasília completa 66 anos nesta terça-feira, 21 de abril. A cidade, projetada por Oscar Niemeyer e Lucio Costa, se tornou casa para moradores de várias regiões do país e do mundo. Segundo o IBGE, a população da capital alcança aproximadamente 2,9 milhões de pessoas.

A coluna acompanhou relatos de mulheres que chegaram ainda jovens e passaram a considerar a cidade como sua casa. Os depoimentos destacam a abertura da cidade, suas vias iluminadas e o clima de mudança que marcava o período.

Ana Maria Gontijo chegou a Brasília em 1964, com a família, para permitir que o irmão estudasse medicina na UnB. Ao chegar, morou na 311 Sul e ficou impressionada com a grandiosidade da cidade, com a vida cultural e as oportunidades de crescimento.

Moema Leão veio de Goiás para Brasília acompanhando empregos da Encol, que depois atuou na construção da própria cidade. Ao chegar, ficou encantada com o Planalto, descrevendo o horizonte como inspirador e a capital como um museu a céu aberto.

Mércia Crema já acompanhava Brasília antes da inauguração oficial, ao observar a cidade em Goiânia e sonhar com a transferência do território. Mudou-se de forma definitiva em 1974, mantendo a paixão pela arquitetura e pelos espaços públicos da capital.

A presença de estrangeiros também ganha destaque. Kristine Cardoso, dinamarquesa, chegou em 1999 para apoiar a visita de estado de uma rainha europeia. Com o tempo, a embaixadora formou vínculos com a cidade e, junto de outras embaixatrizes, lançou um guia para orientar visitantes e brasileiros sobre a capital.

Cleuza Ferreira cresceu com Brasília desde a infância, mudando-se para o Quadradinho em 1958. Ela relembra a construção da cidade, a transformação constante e a sensação de futuro que a acompanhou desde então, fortalecendo o vínculo com o lugar onde escolheu viver.

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