- Apartamento de 280 m² na Vila Nova Conceição, em São Paulo, reformado pelo escritório Marcela Penteado Arquitetos, mantendo marcas do tempo e adicionando uma leitura afetiva dos materiais.
- Desníveis e chanfros originais do edifício foram preservados, com marcenaria feita à mão, estante em ipê, bancada de quartzito Via Appia e hall de entrada em palha de seda verde.
- Cozinha integrada com bancadas e paredes em quartzito Taj Mahal, reforçando a unidade visual da marcenaria; antiga dependência de serviço virou oficina para o morador, entusiasta de carros.
- Política de mobiliário reúne design brasileiro de várias épocas e peças contemporâneas, incluindo obras de Jorge Zalszupin, Sergio Rodrigues, Jader Almeida e Isabelle de Mari, além de itens assinados pelo escritório.
- Acervo artístico amplia a dimensão afetiva do espaço, com obras de Di Cavalcanti, Jorge Mayet, Octávio Ferreira de Araújo, Manoel Bersan e Omar Rayo, todos integrados de forma “escultórica” à arquitetura, guiados pela materialidade.
Um apartamento de 280 m², localizado na Vila Nova Conceição, em São Paulo, foi reformado pelo escritório Marcela Penteado Arquitetos. A intervenção, que preserva marcas do tempo, incorporou-as ao projeto. A ideia central partiu da história de reencontro de um casal na cidade.
A reforma manteve desníveis e chanfros originais do edifício dos anos 1990. Na área social, uma grande estante de ipê abriga bar embutido e um nicho de quartzito Via Appia. O hall de entrada ganhou palha de seda verde, com cores aplicadas de forma indireta.
Desenho, materiais e memória
Na cozinha integrada, quartzito Taj Mahal reveste bancadas e paredes, fortalecendo a unidade entre marcenaria e superfície. A antiga dependência de serviço virou oficina para o morador, apaixonado por carros.
A curadoria de mobiliário mistura design brasileiro de várias épocas com peças contemporâneas. Entre elas estão itens de Jorge Zalszupin, Sergio Rodrigues e criações do escritório, que convivem com design atual de Jader Almeida e Isabelle de Mari.
Acervo artístico e fonte de identidade
O acervo amplia a dimensão afetiva do espaço: gravura de Di Cavalcanti, escultura de árvore de Jorge Mayet e obras de Octávio Ferreira de Araújo, Manoel Bersan e Omar Rayo aparecem como extensões da arquitetura. Tudo é guiado pela materialidade.
Segundo a arquiteta, os materiais conduzem o desenho. Madeira, pedra e palha de seda aparecem de forma eloquente, definindo o tom do apartamento. A proposta prioriza autenticidade e sensibilidade ao tempo.
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