- A rede de academias Better, operada pela GLL, trocou músicas de artistas conhecidos por faixas covers royalty‑free do aplicativo Power Music, a partir de 1º de março, visando reduzir custos salgados de licenciamento.
- Instructors e frequentadores dizem que a mudança diminuiu a energia das aulas, com dificuldades para criar novas coreografias e playlists, o que pode reduzir a frequência e levar ao corte de turmas.
- A Power Music afirma ter opção variada de faixas e que nem todas as músicas são geradas por IA; alguns instrutores relatam que a oferta é limitada para atender diferentes estilos de aula.
- Foram criadas petições no Change.org e um site de campanha para tentar reverter a decisão; a GLL diz que está buscando ampliar gêneros musicais e que acompanha feedback para melhorar o serviço.
- A GLL explica que o aumento de custos com licenciamento impacta recursos para programas comunitários e que busca equilibrar investimentos, mantendo a oferta musical de outras formas e seguindo exemplos de outras redes de academias.
O grupo social GLL, que gere a rede Better com 250 centros de lazer na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, substituiu músicas de artistas conhecidos por faixas de domínio público em suas academias. A mudança começou em 1º de março, após cancelamento da licença musical para reduzir custos. O objetivo é economizar cerca de 1 milhão de libras por ano.
A decisão — anunciada com atraso em relação ao planejamento inicial de 1º de janeiro — ocorreu por meio da troca de trilhas originais por versões em cover produzidas pelo Power Music app. A estratégia visa cortar custos diante de aumento previsto nos valores de licenciamento musical.
Instructors e frequentadores reagiram de forma veemente. A professora Rachel, que atua em várias unidades de Better em Londres, precisou redesenhar coreografias e playlists com pouca opção no Power Music. Ela afirma que a sala ficou menos dynamica e a adesão pode cair.
Outra cliente, Jacqui Lewis, que frequenta o Clissold Leisure Centre, diz que a dança diversificada ficou limitada. Ela recorda que a instrutora costumava mesclar ritmos como ukrânia folclórico, flamenco e polca com dança latina, o que não é mais possível.
Gabby, que prefere manter identidade preservada, ressalta que as faixas novas soam como hits americanos genéricos e não refletem a comunidade local. Segundo ela, a variedade que antes motivava as aulas já não existe.
Até o momento, várias petições no Change.org contestam a mudança, com a mais assinada ultrapassando 4,5 mil apoios. Também houve um site dedicado a mobilizar ações para reverter a política.
A assessoria da GLL informou que custos crescentes de licenciamento impactam recursos para programas comunitários. A organização afirma buscar ampliar gêneros musicais, incluindo Afrobeats, bhangra e, em breve, soca, mantendo o diálogo com usuários para aperfeiçoar a oferta.
A Power Music afirmou que muitos instrutores gostam da diversidade de seus grooves e reforçou que nenhum conteúdo é gerado por IA. A empresa ressalta que cada voz é protegida por direitos autorais, com receitas diferentes para compositores e intérpretes.
A PPL UK explicou que, quando uma versão em cover é usada, os compositores recebem royalties, mas o performer original não recebe remuneração por execução. A entidade reforçou que trocar licenças por faixas livres reduz pagamento a criadores.
Para alguns membros, a mudança pode exigir o abandono temporário ou permanente das atividades, caso a oferta musical não atenda às expectativas. A GLL promete acompanhar feedbacks e ampliar opções, buscando manter o ambiente energético das aulas.
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