- A origem do crochê ainda é incerta, com três hipóteses propostas por Lis Paludan.
- Uma hipótese afirma que o crochê tenha surgido na Arábia e chegado ao Mediterrâneo por rotas comerciais.
- Outra sugere origem em comunidades indígenas da América do Sul, usadas em rituais.
- A terceira aponta a China, onde bonecas tridimensionais teriam inspirado o crochê; para Paludan, essa seria a hipótese mais forte.
- A popularização na Europa ocorreu no século dezenove, com Eléonore Riego de la Branchardière como referência, e o crochê ganhou relevância durante a Grande Fome da Irlanda (1845–1850) como fonte de renda.
Não há consenso sobre quem inventou o crochê nem sobre o momento exato de seu surgimento. Pesquisadores apontam cenários diferentes e ainda buscam evidências para confirmar qualquer hipótese.
Uma das linhas de investigação aponta que o crochê pode ter evoluído a partir de práticas pré-históricas de entrelaçamento manual de fios. A forma atual, com agulha e linha, é associada a períodos históricos específicos, ainda que os registros sejam escassos.
Outra hipótese indica que o crochê chegou à Europa por meio de três frentes: Arábia, rotações comerciais; comunidades indígenas da América do Sul; ou China, onde bonecas tridimensionais eram feitas. Entre as possibilidades, a autora Lis Paludan destaca o surgimento chinês como a mais forte, sem consenso entre estudiosos.
Hipóteses sobre a origem
A pesquisadora dinamarquesa sugere que o crochê pode ter sido influenciado pelo bordado chinês, o que justificaria uma passagem de técnicas para a prática europeia. Ainda assim, não há acordo na academia sobre a origem precisa.
Na prática histórica, o crochê ganhou popularidade na Europa no século 19. Eléonore Riego de la Branchardière é citada como figura central, com a publicação de alguns dos primeiros padrões. Ela é frequentemente chamada de a “mãe do crochê moderno”.
Papel histórico na Irlanda
Durante a Grande Fome (1845-1850), a técnica ganhou relevância econômica em meio à pobreza extrema. Famílias ocupadas com rendas irlandesas usaram o crochê como fonte de renda, vendendo peças artesanais para a subsistência.
Fontes utilizadas incluem trabalhos acadêmicos que discutem o tema do design e do crochet no universo feminino, além de pesquisas sobre a história do crochê.
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