- Juliana Pippi, designer de interiores, visitou Palermo para conhecer de perto as cerâmicas artesanais da Sicília.
- O ateliê Ceramicando, criado em 2007 pela ceramista Elisabetta Castagnetta, une tradição da maiólica siciliana com linguagem contemporânea.
- As peças apresentam flores pintadas à mão, contrastes e cores que lembram azuis, amarelos e verdes, refletindo a luz da ilha e a tradição local.
- Entre os ícones estão as Teste di Moro, cabeças cerâmicas associadas ao período árabe na região.
- A experiência reforçou a ideia de que a cerâmica siciliana é cultura viva; a autora levou algumas peças como lembrança da viagem.
O trecho centra-se na Sicília, em especial na cidade de Palermo, e na forma como a cerâmica artesanai traduz a alma da ilha. Juliana Pippi, designer de interiores e colunista, visitou a Sicilia para conhecer o ateliê local e compartilhar a experiência.
A autora aponta que Palermo exibe uma mistura de referências históricas, com marcas árabes, normandas e barrocas. Essa multiplicidade se manifesta não apenas na arquitetura, mas também nos objetos criados pelos artesãos locais.
A visita ocorreu no contexto da cerâmica tradicional da região. O foco está no ateliê Ceramicando, de Elisabetta Castagnetta, palermitana que fundou o espaço em 2007. O objetivo é destacar a fusão entre tradição e linguagem contemporânea.
Ceramicando: origem e proposta
O ateliê nasceu em Palermo em 2007, fruto de anos de experiência de Elisabetta em outros talleres. A proposta é manter viva a maiólica siciliana, com assinatura própria que dialoga com o contemporâneo.
Entrar no universo de Elisabetta revela uma linguagem visual marcada por flores pintadas à mão, alto contraste e superfícies luminosas. Tonalidades como azul, amarelo e verde remetem à luminosidade da ilha.
Entre as peças mais simbólicas estão as Teste di Moro, cabeças cerâmicas ligadas a uma lenda palermitana. Elas viraram ícones da cultura material da Sicília e refletem a presença árabe histórica na região.
Impactos e relevância
Ver as peças de perto mostra que a cerâmica regional vai além de objeto decorativo. A estética colorida ganha projeção internacional e se associa a marcas de luxo italianas. No ateliê, porém, a prática é tratada como cultura viva e memória artesanal.
A visita também evidencia como o artesanato siciliano se posiciona no presente, mantendo valiosas técnicas e saber fazer que atravessam séculos. O resultado é uma expressão estética que comunica a identidade da ilha.
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