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Livraria em Paris que reúne obras portuguesas e brasileiras completa 40 anos

Livraria lusófona em Paris completa quarenta anos e afirma resistir à venda, mantendo curadoria e palestras sobre história e cultura

Michel Chandeigne diante da Librairie Portugaise et Brésilienne em Paris: dedicação à literatura lusófona
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  • A livraria Librairie Portugaise et Brésilienne, em Paris, chega aos 40 anos, conforme o fundador Michel Chandeigne.
  • Ele afirma que o espaço é uma “resistência” e que não tem intenção de vendê-lo.
  • O acervo possui mais de 200 títulos, com obras de Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Mia Couto, Isabela Figueiredo e Adriana Brandão, incluindo edições próprias com o selo Chandeigne & Lima.
  • O espaço recebe visitantes de várias nacionalidades e fica numa praça perto do Panthéon, em área turística, com referências ao Brasil e apoio a imigrantes.
  • Em dias de filmagem de Emily in Paris, a produção paga compensação aos comerciantes; a loja afirma que o fluxo de turistas não aumentou significativamente. A notícia traz ainda uma placa na porta ironizando a personagem da série.

A Librairie Portugaise et Brésilienne, em Paris, celebra quatro décadas de atuação. O espaço é apresentado pelo fundador, Michel Chandeigne, como uma forma de resistência cultural diante do domínio de grandes grupos editoriais. O estabelecimento funciona há 40 anos na região central da cidade.

O livreiro afirma que não pretende vender a livraria, mesmo diante de pressões do mercado. Para manter as contas equilibradas, ele organiza palestras sobre história e cultura, atraindo público diverso e reforçando a importância do espaço.

O acervo da loja contempla obras contemporâneas e raridades, com uma curadoria cuidadosa para definir o que fica nas estantes. Existem edições próprias com o selo “Chandeigne & Lima”, criado nos anos 1990.

Ao todo, o catálogo soma mais de 200 títulos, incluindo obras de Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa e Fernando Pessoa, além de autores de língua portuguesa como Mia Couto e Adriana Brandão.

A livraria não atrai apenas lusófonos; visitantes de várias nacionalidades conhecem o espaço pela internet e aproveitam a escala de Paris para visitá-lo. Referências visuais ao Brasil estão presentes no ambiente.

A praça em frente à loja tornou-se ponto turístico pela proximidade com o prédio da protagonista de Emily in Paris, da Netflix. Segundo Chandeigne, o fluxo de turistas não aumenta a frequência de clientes na livraria.

Quando há filmagem na região, a circulação de pessoas é temporariamente interrompida e a produção paga um valor compensatório aos comerciantes. A loja fica próxima ao Panthéon, em área nobre de Paris.

Um aviso na porta, feito pelo próprio proprietário, menciona em tom irônico que a personagem da série não frequenta o local. A placa em inglês e francês afirma: Aqui, Emily nunca entrou.

Endereço: 21, Rue des Fossés Saint-Jacques, Place de l’Estrapade. Metrôs próximos: Maubert-Mutualité e Cardinal Lemoine. O espaço mantém atividade cultural contínua, mantendo viva a presença da literatura lusófona em Paris.

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