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Nova York vê despertar de bebida alcoólica iraniana banida

Três iranianos exilados em Nova York retomam aragh sagi, bebida proibida no Irã desde mil novecentos setenta e nove, conectando resistência cultural e mercado nos EUA

La confection d’un cocktail à base d’aragh sagi, l’eau-de-vie iranienne.
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  • Três iranianos exilados em Nova York estão reativando o aragh sagi, bebida tradicional iraniana proibida desde a revolução de mil novecentos e setenta e nove.
  • A produção ocorre em uma distilaria artesanal na região metropolitana, com uvas passas da Califórnia, fermentação e destilação em alambique alemão; a marca SAG comercializa o drink.
  • A produção é modesta até agora, cerca de sete mil garrafas por ano, vendidas por cinquenta dólares em aproximadamente trinta lojas e igual número de bares.
  • Os criadores veem o projeto como algo mais do que álcool, um gesto cultural e artístico que conecta a comunidade iraniana a Nova York e à diasporia.
  • O grupo mantém uma relação dupla com o Irã e os Estados Unidos, destacando os desafios de acompanhar a situação no país de origem enquanto vivem no exílio.

Três iranianos exilados em Nova York ressuscitam uma bebida típica proibida em sua terra de origem: a aragh sagi, uma eau-de-vie iraniana. Em uma destilaria artesanal na periferia da cidade, eles produzem o líquido com uvas secas, sob o rótulo SAG.

A iniciativa surge sem relação oficial com o Irã, mas carrega memória e resistência cultural. A bebida, proibida pela revolução de 1979, é fabricada clandestinamente no país, e agora encontra espaço nos Estados Unidos.

Os fundadores, entre 35 e 41 anos, são Siavash Karampour, Sasan Oskouei e outros amigos de infância. Eles vivem em Nova York há anos e atuam junto à diáspora iraniana local.

O processo ocorre com uvas californianas e um alambique alemão. O fermento resulta na aragh sagi, que recebe o nome da marca SAG e é vendida nos Estados Unidos. A produção é modesta, cerca de 7 mil garrafas por year.

O objetivo é dual: resgatar o sabor do país e promover uma expressão cultural além do consumo. O grupo enxerga o projeto como uma forma de diálogo artístico e identitário com a comunidade iraniana no exterior.

A história envolve também um segundo elemento técnico: a destilação é realizada num alambique conduzido por um produtor de origem marroquina, que já trabalha com outras bebidas artesanais na região. O bar em Brooklyn recebe o produto para uso em cocktails.

Para os criadores, Nova York representa um espaço de tolerância e diversidade, mas o peso do conflito na terra natal permanece. Eles descrevem a dualidade de viver entre dois países como desafio constante na vida diária.

Além da produção, a marca tem fortalecida a ligação com a cena cultural: eventos com DJs iranianos e colaborações artísticas acompanham o lançamento há dois anos, ampliando a presença da SAG além do rótulo alcoólico.

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