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Michael Seresin comenta sua adega e um Borgonha que o deixou sem palavras

Cinegrafista Michael Seresin fala sobre o porão em Londres, a coleção de Borgonha e memórias de vinhos que lhe impressionaram

Michael Seresin talks to Decanter about his cellar and favourite wine memories.
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  • Michael Seresin, cineasta convertido em enólogo, fala sobre sua adega no porão de casa em Londres, com garrafas que remontam aos anos 1930 e favoritos como Granato, de Foradori, Clos de la Coulée de Serrant Savennières e Versante Nord Nerello Mascalese.
  • Ele guarda tudo em prateleiras no porão, bebe principalmente rótulos italianos e Côtes du Rhône, e compra em mercados de produtores, além de usar lojas como Thorman Hunt e The Great Wine Co.
  • A história começou na Itália: infância em Roma, feiras de Frascati na praia e, em 1970, viagens a Tuscany que o aproximaram da família Stucchi Prinetti, proprietários da Badia a Coltibuono.
  • Para ocasiões especiais, prefere champanhes, como Krug ou Perrier-Jouët Belle Epoque; entre tintos, valoriza Domaine de la Romanée-Conti e garrafas de seu ano de nascimento.
  • Restaurantes e memórias: Osteria le Logge, em Siena, uma taça de Latour do início do século passado em Nova York e o Pinot Noir como variedade que mais o identifica.

Michael Seresin, cinematógrafo que virou enólogo, abriu seu laboratório de vinhos na casa em Londres. Em conversa com a Decanter, ele descreve a adega, as memórias ligadas ao vinho e as escolhas que guiam seu paladar. O objetivo é apresentar o que guarda, como armazena e o que aprecia em cada taça.

A adega fica no porão da residência, com várias estantes. Entre rótulos italianos e rótulos do Ródano, há garrafas desde a década de 1930, algumas já em estágio avançado. O colecionador ressalta o valor de manter objetos de vinhos e lembranças.

Seresin conta que o interesse começou na Roma dos anos 60, em praias onde bebia Frascati com gelo e água com gás. A viagem à Toscana, nos anos 70, fortaleceu a relação com o vinho ao conhecer a família Stucchi Prinetti, proprietária da Badia a Coltibuono.

Preferências de harmonização

Ao receber convidados, destaca a escolha de um peixe grande, como turbot de dois quilos, assado em fogo aberto, acompanhado de brancos potentes, como Bourgogne Leflaive Puligny-Montrachet. Demonstra predileção por Bourgogne em relação a Bordeaux.

Onde comer e comprar

Um dos restaurantes favoritos é o The Park, em Queensway, com carta de vinhos que agrada. O restaurante Hereford Road, em Notting Hill, ficou no passado. Em Siena, cita a Osteria le Logge, com adega histórica acessível por uma passagem subterrânea.

Compras e consumo

Para compras, cita as casas Thorman Hunt e The Great Wine Co, filiais de distribuidores. Evita supermercados e faz compras semanais em feiras de produtores, além de visitas a mercados para frutas e itens básicos.

Momentos marcantes

Entre as melhores experiências, recorda um vinho de Domaine Rapet Pères et Fils em Toscana, servido de decanter após uma décante. Em Nova York, um Château Latour dos anos 1900, servido em jantar com Eddie Milstein, o impressionou pela pureza.

Memórias e identidade da uva

Entre as variedades, destaca o Pinot Noir pela complexidade emocional que transmite. Assume que é uma uva capaz de provocar interrupção do tempo e intensificar o prazer ao degustar.

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