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Cecília Malan revela que escolheu o nome Olímpia quatro dias após o nascimento

Quatro dias após o nascimento, Cecília Malan escolhe Olímpia; livro reúne depoimentos de mães brasileiras inspirados por foto viral

Cecília Malan revela que somente quatro dias após a filha nascer é que escolheu o nome Olímpia
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  • Cecília Malan demorou quatro dias para escolher o nome da filha Olímpia, decidindo ao se apresentar ao espelho no hospital.
  • Olímpia tem seis anos e a jornalista lançou o livro Eu e Elas: Histórias Maternas, uma coletânea de depoimentos de mães brasileiras.
  • A ideia surgiu a partir de uma foto da mãe com a filha no trabalho, que viralizou e mobilizou mulheres a se identificarem com as histórias.
  • O projeto envolveu entrevistas por videochamada com as mães, reunidas em um grupo no Instagram e depois no WhatsApp; o lançamento ocorreu no Rio de Janeiro.
  • O livro aborda maternidade, trabalho, solidão e recomeços, com Olímpia tendo papel central na escolha do título.

Cecília Malan, correspondente internacional da Globo em Londres, tornou público um episódio decisivo que levou à produção de um livro. Quatro dias após o nascimento da filha Olímpia, ela escolheu o nome da bebê durante um momento de reflexão no banheiro do hospital.

A história ganharia corpo com a foto de Cecília levando a filha ao trabalho, publicada e compartilhada nas redes. A repercussão trouxe mensagens de apoio de mães de todo o Brasil que se viram representadas pela situação de conciliar maternidade e carreira.

O nascimento do livro

Movida pela experiência, Cecília reuniu depoimentos de mulheres brasileiras sobre maternidade, trabalho, culpa e recomeço. Ela cuidou do mapeamento dos relatos, buscando diversidade de estados, profissões, relações familiares e situações de vida.

As entrevistas foram feitas por videochamada, após as crianças dormirem, em Londres. O grupo criado nas redes ganhou vida no Instagram e depois migrou para o WhatsApp, mantendo as participantes conectadas ao longo do processo.

O que o livro revela sobre a autora

Cecília, acostumada a cobrir guerras e crises, abriu espaço para um formato mais íntimo. O livro costura as histórias das mulheres enquanto privilegia a voz de cada uma, sem direcionar o relatos. O objetivo é destacar possibilidades de leitura sobre a maternidade.

O projeto também trouxe reflexões para a própria autora, que redesenhou a ideia de identidade profissional e de equilíbrio entre vida pessoal e carreira. O livro enfatiza a necessidade de valorização das mães no ambiente de trabalho.

Olímpia, a decisão do título

A participação de Olímpia foi central na escolha do título. Entre opções em discussão, a menina insistiu em um rótulo que refletisse a relação entre as mulheres. O título final, Eu e Elas: Histórias Maternas, surgiu da combinação sugerida pela família, com a participação de Olímpia.

Durante o lançamento, Olímpia acompanhou a mãe, colaborando com desenhos em cada exemplar. A presença da filha foi destacada como parte do processo criativo e do engajamento do público com as histórias.

Além do público feminino

O livro não se limita a mães. Em cada lançamento, leitores homens também adquiriram as obras, buscando compreender a dinâmica da maternidade no mundo do trabalho. Cecília enfatiza que o tema exige diálogo entre gêneros para transformar cenários profissionais.

Não há plano imediato para um segundo volume, mas o grupo de entrevistadas permanece ativo. As histórias continuam chegando, sugerindo que novas edições podem surgir à medida que novas experiências forem compartilhadas.

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