- Eleanor e Dominic Charles compraram, em leilão, uma casa-estado de coche do século XIX em Camberwell, sul de Londres, pouco espaço inicialmente e necessidade de reforma profunda.
- A solução foi uma extensão traseira de dois andares e uma conversão de sótão em mansarda, com arcadas circulares que homenageiam a arquitetura local.
- A escada suspensa em metal, com acabamento em rosa, otimiza o espaço e funciona como peça central de design, ligando os ambientes sem perder área útil.
- O interior ganha espaço com áreas de convivência distintas, cozinha com fogão de indução e exaustor integrados, e prateleiras intermediárias para itens do dia a dia.
- Os cômodos foram pensados para família: sala de estar separada com iluminação natural filtrada por janela interna, quarto com suíte e banheiro com janela, e quartos que exercem dupla função (escritório/visita) com portas de correr.
Desde um “coach house” vitoriano em Camberwell, sul de Londres, até uma casa funcional para uma família em crescimento. Eleanor e Dominic Charles compraram o imóvel via leilão e encararam uma reforma extensa para integrar estilo e funcionalidade, sem perder o caráter original.
A dupla avaliou várias opções antes de se deparar com a construção deteriorada, reduzida a um único cômodo no térreo e um banheiro na extensão, sem corredor. O projeto proporcionou uma ligação entre a casa e uma extensão traseira, com loft mansarda, mantendo referências da arquitetura local.
Eles contrataram AKS Architects, especializados em restauração de imóveis antigos, para desenhar a reforma. A ideia era uma extensão de dois pavimentos e uma clarabóia com janela semicircular, que remete ao entorno de Camberwell.
Após visitas técnicas e revisões, a permissão foi concedida apenas após ajustes significativos com os planejadores. Nesse período, o casal já aguardava o segundo filho, o que acrescentou urgência ao projeto.
A fase de interiorismo ficou a cargo da District, que atua como escritório de arquitetura e empresa de construção. Opções criativas reduziram zonas mortas e otimizaram circulações, maximizando cada centímetro disponível.
A construção destacou a escada como elemento central de economia de espaço e design. A estrutura metálica flutuante, em tom pink, cria percepção de amplitude e une os andares sem ocupar espaço excessivo.
A circulação passa por um vão que separa a área de jantar do piso superior, com a escada formando um eixo de convivência. A mesa antiga recebe uso cotidiano, ampliando a capacidade para visitas sem excesso de cadeiras.
Na cozinha, recursos como fogão de indução com exaustor integrado e torneira de água fervente ajudam a manter a bancada livre. Prateleiras intermediárias mantêm itens essenciais ao alcance.
A sala de estar recebeu um recuo com janela interna, iluminando o espaço sem abrir mão da intimidade. Um móvel composto herdado ajuda na organização de livros, junto a sofás usados, criando um ambiente de convivência.
O quarto principal e o banheiro isolado seguem com janelas arqueadas e rotação de portas deslizantes para melhor aproveitamento. Em Parede, iluminação natural é proveniente de um poço de luz colocado no piso superior.
Segundo os arquitetos, o resultado evidencia que um espaço pequeno pode ganhar função sem perder conforto. A paleta de tons quentes e materiais como madeira e piso de cortiça reforçam a sensação acolhedora.
Fonte: AKS Architects e District Architects.
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