- Tatiana Foresta é curadora de copos que viaja pelo mundo para fornecer taças e copos aos principais bares e hotéis do Brasil, buscando o drinque perfeito.
- Ela não consome álcool, mas avalia toda a experiência do coquetel, desde o pedido até a forma como a bebida é apresentada na taça.
- Herdou a distribuidora familiar Vitrus e expandiu o negócio para feiras internacionais, observando tendências e ouvindo bares e restaurantes para atender as demandas.
- A escolha do copo é vista como fundamental: influencia temperatura, aroma, leitura do drinque e a experiência do cliente, sendo a “moldura” do coquetel.
- As tendências apontadas incluem copos com design autoral, minimalista e adaptados a menor consumo de álcool, com demanda por taças que valorizem experiências específicas.
Tatiana Foresta é conhecida como a caçadora de copos. Ela não consome álcool, mas analisa cada detalhe que envolve a experiência de um drinque. Seu olhar acompanha o trajeto do pedido, da cozinha ao barman, até a última taça.
A profissional percorre o planeta em busca de formatos, espessuras e estilos de vidros. Seu objetivo é fornecer copos e taças para bares e hotéis no Brasil, garantindo que o drinque seja servido na peça certa.
Foresta herdou a empresa da família e expandiu o negócio além do bairro onde fica o depósito. Hoje atua com a Vitrus Glassware, fundada em 1997, e atende clientes de alto padrão em todo o país.
A missão da curadora
Ela viaja para China, Alemanha, Índia, Portugal, Egito, Turquia e Itália, entre outros. O foco é acompanhar tendências e atender clientes que querem o drinque perfeito com o copo adequado, desde a apresentação até a manutenção da temperatura.
Para Tatiana, o copo é a moldura do drinque. A ideia é pensar o conjunto: formato da boca, espessura do vidro e a forma como o copo sustenta a bebida na taça. Tudo influencia sabor, aroma e experiência sensorial.
Impacto no balcão e nas tendências
Bar e restaurante escolhem copos também pela capacidade de reposição, custo e durabilidade. A escolha revela tendências e comportamentos dos consumidores, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
A curadora observa que mudanças no público afetam o design dos copos. Mulheres que passaram a ocupar posições de destaque na coquetelaria demandam peças mais autorais, com identidade brasileira, sem abrir mão da qualidade.
Do desafio à evolução do mercado
A função de Tatiana envolve entender o caminho entre o pedido e a bebida, identificar pontos de quebra e desperdício, e alinhar o copo à identidade de cada bar. A pesquisadora de tendências confirma: o copo comunica o que o bartender planejou.
Outra dimensão destacada é a relação entre copos pesados e a experiência de reflexão do drinque, enquanto taças mais leves combinam com celebrações e borbulhas. O formato também influencia a percepção do brinde.
Cenário atual e perspectivas
No momento, a busca por formatos menores atende à redução no consumo de álcool, com demanda por mini copos para mini coquetéis. Segundo Foresta, essa mudança impacta estoques e logística, gerando fila de espera para algumas taças.
Os copos continuam a revelar tendências de design, técnica de serviço e o comportamento do cliente. A curadora reforça que o vidro certo é parte essencial da experiência, não apenas do aspecto visual.
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