- Nos anos oitenta e noventa, o Dia das Mães tinha foco em presença, simplicidade e afeto, não em presentes caros.
- Na escola, eram usados cartões feitos à mão, poemas simples e apresentações com músicas ou pequenas peças dedicadas às mães.
- Em casa, o café da manhã na cama era comum, com tentativas imperfeitas que mostravam mais intenção do que perfeição.
- O almoço reunia a família na casa dos avós, com macarronada ou lasanha, frango assado, tubaína em garrafa de vidro e gelatina de sobremesa.
- Presentes eram escolhidos pessoalmente, muitas vezes com ajuda de lojas locais, valorizando itens como eletrodomésticos, perfumes, roupas e, claro, os feitos à mão.
O Dia das Mães nos anos 80 e 90 tinha um encanto próprio. Não dependia de grandes produções ou presentes caros, e sim de intenção, simplicidade e presença. A data começava antes do domingo, especialmente na escola.
Na escola, cartolinas, tesouras sem ponta, canetinhas e glitter compunham cartões feitos à mão. Poemas como Mãe, de Quintana, surgiam de lousa ou de textos escritos pela criança. Músicas e peças simples emocionavam a plateia.
O café da manhã em casa também era parte do ritual. A família via comerciais na TV que reforçavam o espírito da data, reforçando o papel da filha ou do filho em retribuir o afeto com gestos simples.
O almoço era o ponto alto. Geralmente reunia avós e parentes, com macarronada ou lasanha, frango assado da padaria e travessas que só saíam em ocasiões especiais. Gelatina colorida encerrava a refeição.
O presente refletia o espírito da época. Entre itens comprados em lojas de bairro, eletrodomésticos, perfumes e roupas, os presentes feitos à mão mantinham um valor especial pela personalização.
A lembrança revela que, naquela época, a celebração priorizava a conexão e a presença. Sem redes sociais, os momentos eram vividos de forma espontânea, valorizando o gesto simples de demonstrar amor.
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