- Juliana Nascimento, conhecida como Juna, transforma os desenhos da filha Laura, de quatro anos, em quadros com técnica mista (colagem, pintura e intervenção pictórica).
- A ideia surgiu de como evitar jogar fora os rabiscos e de perceber que eles carregam memória, identidade e aprendizado da infância.
- O trabalho ganhou demanda de outras famílias e hoje é organizado principalmente pelo Instagram; Juna chegou a participar do Salão Anual de Arte de Paraty, apresentando doze obras inéditas de paisagens.
- Formada em Administração, ela deixou o mercado corporativo após quase quatorze anos para dedicar-se à arte, destacando que desenhos infantis são a base da linguagem da criança.
- Cada obra carrega uma carta escrita pela artista no verso; com o tempo, a criança pode encarar a peça com nostalgia e compartilhar essa herança afetiva com gerações futuras.
A artista visual paulista Juliana Nascimento, conhecida como Juna, transformou os rabiscos da filha Laura, de 4 anos, em obras de arte. O projeto nasceu ao observar os desenhos guardados em casa e decidir eternizar memórias, aprendizados e afeto.
Ela começou com uma colagem simples, evoluindo para uma técnica mista que combina colagem, pintura e intervenção pictórica. O objetivo era dar voz ao universo infantil e preservar a infância em quadros.
Formada em Administração, Juna passou quase 14 anos no mercado corporativo antes de uma mudança radical. A fase de autoconhecimento coincidiu com a maternidade e o interesse pela fotografia, que a levou ao desenho.
A proposta ganhou escala ao atrair interesse de outras famílias. Os pais passam a solicitar obras para registrar a evolução dos filhos, com comunicação feita principalmente pelo Instagram.
Infância eternizada nos rabiscos
Juna afirma que as obras acompanham o desenvolvimento infantil, revelando como a criança pensa quando ainda não se expressa verbalmente. Rabiscos viram memória, presente e diário visual da infância.
A artista costuma incluir uma carta no verso de cada obra, escrita por ela, para leitores futuros. Segundo ela, a criança poderá compreender o recado apenas na vida adulta, ao revisitar a arte.
O reconhecimento veio com convite para o Salão Anual de Arte de Paraty, na Galeria Platô, onde apresentou 12 obras inéditas de paisagens. O evento ocorreu entre março e abril.
Para Juna, o valor do trabalho vai além da estética: é uma herança afetiva que pode ser compartilhada por gerações. A linguagem escolhida busca valorizar a infância como patrimônio emocional.
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