Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gabriela Prioli aborda identidade e origens em entrevista

Na Vogue Brasil, Prioli revela ter sido moldada por uma tradição masculina europeia e, ao buscar as mulheres esquecidas nas prateleiras, amplia o próprio vocabulário

Gabriela Prioli estreia como colunista na Vogue Brasil — Foto: Divulgação/Renata Zambello
0:00
Carregando...
0:00
  • Gabriela Prioli estreia como colunista da Vogue Brasil, abordando identidade e literatura em tom direto.
  • A narradora afirma ter se visto como um homem do século XIX, moldado pelas narrativas que escolhemos ler.
  • Também relata a infância marcada pela perda do pai aos seis anos e pela trajetória dele, imigrante pobre que leu autores europeus.
  • Ao perceber a ausência de mulheres na biblioteca da família, decide ampliar as leituras para incluir escritoras, nacionais e internacionais.
  • Entre as autoras destacadas estão Maria Firmina dos Reis, Júlia Lopes de Almeida, Cora Coralina, Cecília Meireles, Raquel de Queiroz, Patrícia Galvão, Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Teles e Nélida Piñon, tornando-a mulher feita de muitos mundos.

Gabriela Prioli estreia como colunista na Vogue Brasil, em uma coluna que aborda formação e identidades. O texto narra como a autora cresceu cercada por uma tradição literária centrada em homens europeus do século XIX e o que ocorreu ao promover a inclusão de escritoras nas suas referências.

A autora relata a experiência de buscar memórias paternas, apesar da perda precoce do pai. Ela descreve como a leitura dele, marcada por autores como Zola e Hugo, ajudou a moldar uma visão de mundo centrada na humanidade masculina, com impacto duradouro na própria percepção de identidade.

Ao reconhecer a lacuna de vozes femininas na biblioteca familiar, Prioli decide ampliar o repertório literário. Ela explica que essa ausência não se resume à falta de autoras, mas à marginalização de mulheres na literatura. A partir desse entendimento, a coluna propõe revisitar obras e ampliar horizontes para entender melhor a própria história.

Transformação de perspectiva

Prioli descreve o desejo de incorporar vozes femininas como forma de coerência pessoal e intelectual. A partir dessa mudança, ela passa a reconhecer o valor de distintas tradições literárias, abrindo espaço para debates sobre gênero, tempo e lugar em suas referências.

Elas que expandem o mundo

A coluna lista nomes de escritoras que passaram a compor o repertório da autora: Maria Firmina dos Reis, Júlia Lopes de Almeida, Cora Coralina, Cecília Meireles, Raquel de Queiroz, Patrícia Galvão, Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles e Nélida Piñon. Segundo Prioli, essas vozes não substituem, mas ampliam o horizonte. Elas ajudam a transformar o que é lido em uma experiência mais completa de si.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais