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Arak, o destilado tradicional do Líbano explicado

Arak, destilado tradicional do Líbano com sabor de anis, é diluído em água para formar o louche e ganha espaço na coquetelaria

Foto: Wikimedia Commons / Mica
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  • O arak é um destilado tradicional da região do Levante, conhecido no Líbano, Síria, Jordânia e Iraque.
  • Ele é produzido principalmente a partir de uvas fermentadas, embora algumas versões utilizem figos.
  • Após a fermentação, recebe duas ou três destilações; na etapa final são adicionadas sementes de anis, resultando em um destilado entre cinquenta e sessenta por cento de álcool.
  • Tradicionalmente não é consumido puro; é misturado a água gelada em regra na proporção de uma parte de arak para duas ou três de água, ficando com aspecto leitosa, o chamado louche.
  • O sabor é marcante, herbáceo e seco; costuma acompanhar pratos de mezze e também aparece na coquetelaria moderna, às vezes substituindo destilados anisados.

O arak é um destilado tradicional da região do Oriente Médio, especialmente popular no Líbano, Síria, Jordânia e Iraque. A bebida é comum em encontros familiares, festas e refeições compartilhadas, e desperta interesse entre bartenders e apreciadores de destilados no Brasil.

A produção ocorre principalmente a partir de uvas fermentadas, com algumas versões usando figos. Após a fermentação, o líquido passa por duas ou três destilações, sendo a etapa final marcada pela adição de sementes de anis. O resultado é um destilado transparente, sem açúcar e com alto teor alcoólico, entre 50% e 60%.

O nome arak significa suor em árabe, referência às gotas formadas durante a destilação. Em várias regiões do Líbano, a bebida ainda é produzida de forma artesanal, com técnicas transmitidas entre gerações. Alguns produtores envelhecem o destilado em recipientes de barro por meses, o que suaviza os sabores e confere complexidade.

Consumo tradicional e características

Tradicionalmente, o arak não é bebido puro. Acrescenta-se água gelada ou gelo, em proporção comum de 1 parte de arak para 2 ou 3 de água. A mistura fica translúcida e leitosa, efeito conhecido como louche, causado pela insolubilidade dos óleos de anis na água.

O sabor é marcante, herbal e seco, fortemente ligado à gastronomia local. A bebida costuma acompanhar pratos compartilhados como mezze, incluindo homus, tabule, kafta e temperos. O perfil aromático combina bem com ingredientes cítricos, ervas e especiarias.

Na coquetelaria, o arak tem ganhado espaço entre bartenders que buscam explorar seus herbais. Em receitas clássicas, pode substituir destilados anisados como absinto e também aparecer em combinações com gin, limão, hortelã, pepino e ginger beer. Devido ao sabor intenso, costuma ser usado em pequenas quantidades para equilibrar drinques.

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