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Filósofo Byung-Chul Han afirma que o amor nos deixa visionários

Byung-Chul Han afirma que o amor, em tempos de consumo, não cega, mas transforma relações em vitrines do capitalismo, diluindo a alteridade

Foto: Minha Vida
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  • O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han diz que o amor foi transformado em objeto de consumo na lógica neoliberal e capitalista.
  • Segundo ele, esse sistema elimina a alteridade e submete tudo ao consumo e à exposição como mercadoria.
  • A sociedade é descrita como narcisista, depressiva e consumista, com o amor abrindo espaço para relações frágeis e egocêntricas.
  • Han cita o Tinder como exemplo de vitrine de corpos e rostos, operando pela lógica de consumo entre as pessoas.
  • Também aponta que as pessoas tendem a se assemelhar each vez mais, perdendo a individualidade, como se fossem ovelhas de um rebanho.

O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han comenta como o amor é moldado pela lógica do consumo na sociedade contemporânea. Em análise sobre neoliberalismo, ele aponta que a liberdade proclamada pelo sistema capitalista funciona para transformar relações em mercadorias, segundo o conceito apresentado em A Agonia do Eros.

Han sustenta que a alteridade é subjugada pelo consumo, em que tudo pode ser exibido e adquirido. O resultado é uma estética das relações marcada pela superficialidade, pela difusão de vínculos frágeis e por um eu centrado no próprio interesse.

A crítica se ancora na ideia de que o amor deixa de ser uma construção entre pessoas para se tornar objeto de consumo. A comparação com obras de Bauman e a referência ao Tinder aparecem como exemplos da lógica mercantilizante que domina romances, encontros e vínculos afetivos.

Perspectivas sobre consumo e amor

Segundo o filósofo, a sociedade atual tende a produzir homogeneidade: rostos, estilos e pensamentos semelhantes. Nesse contexto, a individualidade tende a ser substituída por padrões que favorecem a padronização e o prazer instantâneo.

A leitura de Han sugere que relações profundas demandam olhar o outro além de uma função de consumo. O estudo contrapõe a ideia de amor como obstinação do nosso tempo, propondo uma visão mais crítica sobre as dinâmicas de namoro, identidade e desejo.

Fontes citadas indicam que as ideias de Han dialogam com trabalhos de Bauman sobre amor líquido, além de referências a outras obras sobre personalidade e comportamento social. A discussão amplia o debate sobre como o consumo redefine afetos na vida contemporânea.

Fonte: material de divulgação da obra de Byung-Chul Han, com referências associadas a Bauman e aos temas de relações afetivas, consumo e identidade.

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