- As texturas acrescentam acolhimento, profundidade visual e conforto sensorial aos ambientes.
- Tendência recente valoriza acabamentos táteis, como bouclé, linho lavado e veludos naturais, além de relevos em tapetes e painéis.
- Podem ser usadas em quartos, salas, cozinhas e áreas externas, sempre buscando equilíbrio entre elementos marcantes e suaves.
- A combinação de várias texturas exige coerência visual, utilizando materiais que conversem entre si (fibras naturais, madeira, pedra, tecidos orgânicos).
- Erros comuns incluem misturar materiais sem fio condutor, negligenciar a iluminação e usar excesso de superfícies chamativas.
A textura é um elemento sutil, porém decisivo para criar espaços mais acolhedores. Em ambientes priorizados apenas por cores, móveis e revestimentos, ela atua no toque, na luz e nas sensações, transformando a percepção do espaço.
Arquitetos Mariana Meneghisso e Alexandre Pasquotto, da Meneghisso & Pasquotto, destacam que o cérebro lê o ambiente também pelo tato, mesmo sem tocar. Texturas fortes podem tornar o espaço mais impessoal, enquanto variações naturais geram conforto.
Entendendo as texturas como tendência
Nos últimos anos, projetos de interiores deixaram de privilegiar superfícies lisas. A materialidade volta a ganhar destaque, valorizando acabamentos que estimulam a visão e o tato. O foco passa a ser a experiência sensorial.
Segundo os profissionais, tecidos com presença sensorial, como bouclé, linho lavado e veludos naturais, criam profundidade e convidam ao contato. Tapetes ganham relevos, alturas de fios e combinações naturais para não apenas delimitar.
Combinando diferentes texturas sem pesar
Misturar texturas é eficiente para criar ambientes interessantes, desde que haja coerência visual. Fibras naturais, pedras, madeiras e tecidos orgânicos costumam conversar entre si, mantendo o equilíbrio.
Equilibrar superfícies marcantes com outras mais suaves ajuda a evitar sensação de peso. Por exemplo, pedra rústica pode ganhar leveza com madeiras de grão discreto, estabelecendo ritmo visual.
Onde utilizar texturas no lar?
As texturas ajudam a configurar cada ambiente, sempre considerando função e atmosfera desejada. Nos quartos, tecidos como linho e bouclé em cabeceiras e cortinas criam aconchego para o descanso.
Na sala, texturas atuam como recurso de camadas visuais sem depender de muitos objetos. Sofás em tecidos naturais, mantas e mesas de madeira ajudam a compor peças equilibradas.
Cozinha, área gourmet e sala de jantar
Na cozinha e áreas de refeição, pequenas inserções fazem diferença. Panos de prato de algodão, jogos americanos de fibras naturais e estofados com tramas aparentes mantêm suavidade sem comprometer a praticidade.
Arquitetos indicam tecidos tecnológicos com tratamentos antimanchas e hidro-repelentes como opções seguras e fáceis de manter.
Áreas externas e lavabos
Para ambientes externos, materiais resistentes ao clima são essenciais, mas a textura não fica de fora. Fibras trançadas, cerâmicas artesanais e madeiras próprias para uso externo ajudam a manter a continuidade entre interior e exterior.
Paredes com relevo também funcionam como ponto de destaque em lavabos e espaços com proposta mais descontraída, sem excesso de objetos decorativos.
Atingindo o equilíbrio entre o liso e o texturizado
Texturas enriquecem o ambiente, mas superfícies lisas não devem sumir. Elas funcionam como pausas visuais que ajudam a destacar elementos marcantes.
A alternância entre lisos e texturizados facilita a organização do espaço, mantendo o olhar em pontos de destaque sem sobrecarregar.
Evite os erros mais comuns
Entre os erros mais frequentes estão misturar materiais sem fio condutor, falhar na iluminação que revele os relevos e usar muitas superfícies marcantes ao mesmo tempo. O equilíbrio é essencial para a clareza visual.
Profissionais orientam escolher alguns pontos de destaque e permitir que eles se sobressaiam, mantendo o ambiente harmonioso.
*Por Glaucia Ferreira*
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