- O jornalista Simone Stolzoff diz que é naturalmente propenso à incerteza, o que lhe causou angústia ao escolher entre caminhos de carreira, como jornalista ou designer.
- Ele aponta que a tolerância à incerteza vem caindo no mundo atual, ligada ao uso de internet e smartphones que prometem respostas rápidas.
- A melhor forma de aumentar essa tolerância é se expor mais à incerteza e resistir a respostas fáceis, usando a metáfora de remar no nevoeiro.
- O livro “How to Not Know: The Value of Uncertainty in a World That Demands Answers” defende que a incerteza pode abrir possibilidades e que agir, mesmo sem certeza total, é crucial.
- Stolzoff comentou sobre Tuvalu e a crise climática, destacando abordagens individuais e coletivas para lidar com a incerteza, além de relacionar o tema a temas como inteligência artificial e futuro do trabalho; o livro já está disponible.
Simone Stolzoff aborda a incerteza como tema central de seu novo livro, How to Not Know: The Value of Uncertainty in a World That Demands Answers. Em entrevista concedida por vídeo a partir da Bay Area, ele explica por que a intolerância à incerteza aumentou seu sofrimento no passado. O lançamento do livro já está disponível.
O jornalista conta que, em um momento de escolhas entre carreira de jornalista e design em San Francisco, ficou preso a uma decisão impossível. A experiência motivou o autor a explorar a incerteza e a apresentar caminhos para lidar com o futuro sem certezas definitivas.
Segundo Stolzoff, a internet e os smartphones ampliam a sensação de que respostas devem estar sempre disponíveis. Esse ambiente externo aumenta a ansiedade e reduz a prática de conviver com o não saber. O livro recomenda exposição gradual à incerteza e resistência a respostas fáceis.
Benefícios e estratégias
O autor destaca que aprender a tolerar o incerto pode abrir espaço para possibilidades imprevistas, inclusive mudanças positivas em carreira e relacionamentos. Ele cita a necessidade de reconhecer que a incerteza também gera oportunidades.
Além disso, Stolzoff aponta que o medo da incerteza está ligado a reações fisiológicas. Sinaliza a importância de desacelerar, acalmar o sistema nervoso e usar o raciocínio analítico para avaliar possibilidades, em vez de agir por impulso.
O autor também ressalta a diferença entre buscar segurança e manter a ação alinhada aos valores. Em vez de paralisação, ele recomenda continuar avançando, mesmo com informações imperfeitas, para moldar quem queremos ser.
Experiência em Tuvalu
O jornalista lembra a passagem por Tuvalu, ilha no Pacífico sob ameaça das mudanças climáticas. O relato mostrou que ações locais de autossuficiência convivem com estratégias de cooperação internacional, sugerindo caminhos combinados para enfrentar crises futuras como IA e empregos.
Stolzoff compara abordagens individuais e coletivas para lidar com incertezas: proteger-se individualmente ou fortalecer redes e solidariedade. O ponto central é que ambas vias podem coexistir de forma complementar.
Sobre o futuro e a vida
A leitura aponta que reconhecer a finitude da vida pode tornar as escolhas mais significativas. O autor afirma que não é aconselhável buscar certeza absoluta, mas encontrar âncoras estáveis, como família e valores, para enfrentar ventos incertos.
Para quem busca respostas ao futuro, o livro sugere que a ação bem alinhada aos próprios valores pode consolidar a identidade, mesmo diante de resultados incertos. A ideia é manter o impulso de seguir adiante.
- How to Not Know: The Value of Uncertainty in a World that Demands Answers já está disponível.
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