- Aposentado de 73 anos, Jorge Muñoz, mora em Monte Grande, na Grande Buenos Aires, e monta um telescópio artesanal toda noite na Praça Mitre para que vizinhos vejam o céu.
- O telescópio foi feito com itens simples: cano de PVC de esgoto, uma panela velha, mira de tanque Sherman, tubos de gás de carro e rodas esmeriladas.
- Com ele é possível ver crateras da Lua, os anéis de Saturno e as luas de Júpiter a olho nu pela ocular.
- Ele atua gratuitamente, dizendo que o céu é um presente para todos e convida as pessoas a voltarem sempre.
- O caso ilustra como a astronomia amadora pode nascer de curiosidade e de materiais simples, sem equipamentos caros.
Um aposentado de 73 anos montou um telescópio artesanal com itens simples e tem atraído curiosos em uma praça pública de Monte Grande, na Grande Buenos Aires. Todas as noites, ele prepara o equipamento e convida quem passa a observar o céu, sem cobrança.
Jorge Muñoz, morador da cidade, não é astrônomo profissional nem possui equipamentos caros. O telescópio caseiro fica montado num canto da Praça Mitre, onde vizinhos podem ver planetas e características da Lua a olho nu pela ocular.
O equipamento foi criado com um cano de PVC, uma panela velha e peças reutilizadas de origem improvável, como a mira de um tanque Sherman. Ao longo do tempo, ele adicionou tubos e adaptou peças para melhorar a visão.
Quem se aproxima da praça costuma se surpreender com as imagens. Ao observar a Lua em quarto crescente, muitos exclamam de forma espontânea. Em observações de Júpiter, o impacto é semelhante para os curiosos.
Muñoz diz que o céu é um presente público, acessível a todos sem custos nem expectativas. Ele afirma que fica satisfeito quando alguém se encanta com o que vê e recebe convites para retornar.
A prática demonstra que a paixão pela astronomia pode nascer de recursos simples. Em muitos casos, o que faz a diferença é o conhecimento de usar o equipamento e saber onde apontar.
O exemplo de Jorge mostra que a astronomia amadora envolve mais que tecnologia: envolve curiosidade, paciência e compartilhamento. A praça funciona como um observatório comunitário improvisado, aberto a todos.
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