- A culinária quente japonesa é a base da gastronomia do país, indo além do sushi e sashimi, com pratos que aquecem o dia a dia e valorizam o sabor regional.
- No ramen, existem dois tipos de macarrão: hosomen (mais fino) e futomen (mais grosso), escolhidos conforme o caldo; cada combinação privilegia menos ou mais peso de sabor.
- A rede Jojo Ramen traz variações regionais, como a unidade de Pinheiros com referências a Hokkaido (frutos do mar e laticínios) e a de Santa Cecília com Okinawa (carne de porco e awamori); os caldos vão de shio a miso, incluindo tsukemen.
- O izakaya Otoshi funciona como boteco japonês, oferecendo petiscos quentes para acompanhar bebidas, com destaque para tonkatsu, peixe na brasa e o mix de cogumelos com creme.
- Entre os pratos caseiros, destacam-se sukiyaki (caldo concentrado com verduras, tofu e possível carne) e chawanmushi (pudim salgado quente), itens tradicionais da culinária japonesa doméstica.
A culinária quente japonesa é apresentada como a base da gastronomia cotidiana do país, indo além do sushi e do sashimi. O tema é explorado por meio de chefs e restaurantes que valorizam preparos grelhados, cozidos e em caldos. O levantamento destaca ramens, sukiyaki, chawanmushi e pratos de izakaya.
O Izakaya Otoshi, referência no tema, é citado como exemplo de espaço que celebra a comida quente. O chef Toshi Akuta defende que esse patrimônio culinário sustenta a alimentação diária, em oposição ao foco frequente no sushi.
Para ilustrar o universo, o texto traça a diferença entre ramen, caldos e massas. No Jojo Ramen, cada unidade homenageia uma região japonesa, com variações como vieira, camarão, queijos regionais e awamori, refletindo influências locais.
Ramens, noodles e caldos
Meguru Baba, chefe-executivo do Jojo Ramen, explica a existência de dois tipos de noodles: hosomen, fino, e futomen, grosso. A composição da farinha também muda conforme o caldo, com o hosomen em caldos leves e o futomen em caldos mais densos, como o miso.
Cada casa de ramen no Jojo Ramen tem assinatura própria, associada à região representada. Em Pinheiros, a inspiração é Hokkaido, com mariscos e laticínios; em Santa Cecília, Okinawa aparece com carne de porco e awamori. O menu da unidade do Paraíso preserva tradições t 平 Tokyo, incluindo shio, shoyu, missô e tsukemen.
A comida de boteco japonesa
O izakaya é descrito como boteco japonês, com pratos para compartilhar e boa oferta de bebidas. O objetivo é acompanhar o cotidiano dos clientes, não ter um prato principal fixo. Entre os itens citados, o tonkatsu e o peixe na brasa ilustram a variedade de petiscos oferecidos.
O prato mais emblemático do otoshi é a mistura de cogumelos com creme, shoyu, alho e farofa panko com limão, preparado pela casa. Pratos da wok também aparecem como exemplo de fusão entre técnicas francesas e tradição japonesa.
A comida caseira e o sukiyaki
Entre as escolhas caseiras, o tonkatsu, o karê e o nikomi hambagu aparecem como preferidos do chef do Otoshi. As paneladas com legumes, peixe e frango são valorizadas como representativas da culinária doméstica.
O sukiyaki, prato caldoso com variedade de verduras, pode vir com tofu, peixe, cogumelos e carne vermelha. O preparo requer cozimento em caldo bem concentrado, finalizado com ovo cru batido, servido como refeição do dia a dia.
Chawanmushi e regionalidade
O chawanmushi aparece como pudim salgado tradicional, servido no café da manhã com proteína e sabor suave. Variedades regionais aparecem na composição, com queijos ou milho adicionados conforme a família. O prato é apresentado como fonte de umami para crianças e adultos.
Segundo o chef Edson Yamashita, do Ryo, a versão autoral adiciona queijos com toque brasileiro, mantendo a essência japonesa. Cada região do Japão oferece variações que refletem a geografia local.
Quando no Japão e variações regionais
Especialistas destacam que o ramen é amplamente difundido pelo país, com variações marcadas por região. Hokkaido oferece opções mais pesadas, enquanto Nara sugere versões mais leves. A proximidade ao litoral aparece ligada a pratos de peixe, e o interior prioriza carne de frango, boi e porco.
Tóquio tende a um perfil mais doce, Osaka tende ao mais salgado, segundo o guia dos chefs. As particularidades regionais ajudam a entender a diversidade da culinária quente japonesa, conforme relatos de profissionais consultados pela reportagem.
Entre na conversa da comunidade