- A gastronomia peruana ganhou destaque mundial, com restaurantes como Central e Maido reconhecidos entre os melhores do mundo.
- Em Lima, o autor acompanhou menus de Mayta, Kjolle, Mérito, La Mar e Rafael Osterling, destacando técnicas, biomas e degustação como expressão da cultura local.
- O texto defende que a qualidade da cozinha brasileira não fica atrás, mas aponta diferenças de investimento público e organização do movimento gastronômico.
- O chef Gastón Acurio teve papel central na promoção, unificação e liderança dos chefs, influenciando governos a investir no setor.
- O Peru construiu um movimento de baixo para cima, com chefs, camponeses e pescadores unidos para promover a gastronomia nacional.
A viagem ao Peru ampliou o olhar sobre sua gastronomia, reconhecida mundialmente. Em semana recente, o autor percorreu restaurantes de destaque e observou o ecossistema que sustenta a alta cozinha do país, com foco na união dos chefs.
Foram revisitados projetos de Mayta, com um menu amazônico intenso, e de Kjolle, assinado por Pía León, que privilegia menos e ingredientes locais. O Mérito, sob o comando de Juan Luis Martínez, passou a adotar menus-degustação com parcimônia.
O passeio incluiu veteranos como La Mar, de Gastón Acurio, e Rafael Osterling, que mantêm a tradição de frutos do mar e sabores profundos. A circulação entre casas renomadas evidenciou diversidade e consistência da culinária peruana.
O papel de Gastón Acurio e a promoção da gastronomia
Durante a visita, ficou claro que Acurio teve atuação decisiva na promoção da cozinha peruana. Ele organizou roteiros, uniu chefs e articulou reivindicações junto ao governo, além de manter rede internacional de restaurantes.
Acurio, hoje afastado dos holofotes, lidera um movimento que transcende os fogões. Sua atuação ajudou governos a enxergarem a gastronomia como ativo econômico e cultural, estimulando investimentos setoriais.
Impacto e o aprendizado para outros países
A experiência sugere que o Brasil pode também fortalecer sua gastronomia com liderança coletiva. Um movimento de base, com união entre chefs e produtores, pode ampliar visibilidade e investimentos públicos. A ideia é trabalhar de forma coordenada.
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