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Na idade, encontro aprendizado na cerâmica ao deixar de lado as expectativas

Ao abandonar expectativas, a cerâmica foca no processo: aprendizado gradual, redução do estresse e peças funcionais que lembram o início

‘By week three, I manage to make something resembling a pot. By week four, I make a sort of coffee cup with thick squat walls.’ Photograph: Halfpoint Images/Getty Images
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  • A autora relembra uma aula de cerâmica feita há anos com o filho e como isso reacendeu o interesse pela prática.
  • Decidiu fazer um curso introdutório de seis semanas com uma amiga, buscando aprender a sentir o processo e abandonar expectativas.
  • A turma ocorre em um galpão de estúdio antigo; entre os participantes estão profissionais da saúde que buscam reduzir o estresse e ficar mais presentes no corpo.
  • Nos primeiros passos, há muito desafio: centrar a argila, erguer paredes, várias peças ficam imperfeitas, mas percebe-se progresso a cada semana.
  • Ao final de seis semanas, a narradora tem sete peças para glaze, lembranças de onde começou e da importância do processo, não apenas do resultado.

O relato acompanha a experiência de uma pessoa que, ao retornar à prática de cerâmica, participa de um curso de potes por seis semanas em um galpão-escritório convertido. O objetivo inicial é aprender a manusear o barro sem pressa, concentrando-se no processo e não no produto final.

A aula acontece em um estúdio antigo, com aventais de segunda mão e panos encardidos. Ao chegar, a autora se apresenta e explica que busca criar de forma intuitiva, sem excessos de planejamento. Os colegas são, em sua maioria, profissionais da saúde, buscando reduzir o estresse.

A professora apresenta as bases: centrar o barro, formar paredes e abrir o interior. O grupo observa demonstrações e inicia as manipulações. O ambiente é de risos nervosos e apoio entre vizinhos de bancada, diante de paredes que muitas vezes cedem.

Ao longo das primeiras semanas, as peças ganham forma com buracos, desalinhamentos e quedas de barro. O grupo consigna uma evolução lenta, com várias tentativas antes de obter uma peça reconhecível. O tempo é dedicado ao aprendizado, não à perfeição.

Na semana três, surge algo semelhante a um pote; na semana quatro, aparece uma xícara com paredes relativamente espessas. Ao sexto encontro, são mostrados processos de recorte, esmalte e imersão em esmaltes vitrificáveis. Ao final, sete peças entram para a etapa de esmaltação.

As peças não são perfeitas nem simétricas, mas ganham função e memória. A autora percebe que o valor está no aprendizado acumulado ao longo das sessões, e não no resultado imediato. O curso encerra com a consolidação de novos hábitos manuais.

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