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Especialistas explicam como escolher, cozinhar e comer massa de forma equilibrada

Especialistas esclarecem que farinha e técnica definem a massa; água fervente, sal e molhos ditam textura, rompendo mitos sobre engordar

Fundo azul e texturizado, em frente é possível ver uma tábua de madeira envelhecida onde estão enfileirados vários raviólis. É possível ver a mão de alguém apertando uma das pontas da massa. Foto: Gui Galembeck/ Divulgação
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  • O macarrão é tradição italiana que chegou ao Brasil com a imigração, tornando-se parte da mesa de diversas classes e regiões.
  • A qualidade da massa começa na farinha: 00 oferece elasticidade; semola dá estrutura; massas frescas e secas têm funções distintas conforme o prato.
  • Molhos se combinam com formatos: massas longas vão bem com molhos leves; massas largas aceitam molhos encorpados; massas curtas com ranhuras seguram molhos densos.
  • Mitos comuns desmistificados: não é necessário azeite na água; quebrar o macarrão não é recomendado; o macarrão não engorda sozinho; comer à noite não é proibitivo, depende do total da dieta.
  • A massa continua forte na memória afetiva brasileira e na prática culinária diária, com foco em equilíbrio, técnica e ingredientes de qualidade.

Poucos pratos resistem às mudanças de hábito como o macarrão. O prato acompanha a mesa brasileira há décadas, transitando entre refeições simples e receitas mais elaboradas. Especialistas destacam que o segredo está na qualidade dos ingredientes e na técnica de preparo.

O macarrão chegou ao Brasil com a imigração italiana nos séculos XIX e XX. Hoje, está presente em diversas regiões, classes sociais e gera memórias familiares, sem deixar de acompanhar a prática cotidiana da culinária nacional.

História e presença no Brasil

A trajetória da massa envolve registros de preparos com farinha e água na Antiguidade. Na Itália, a massa ganhou formatos, molhos e técnicas que moldaram sua popularidade mundial. No Brasil, a tradição ganhou novas leituras e adaptações regionais.

O que faz diferença na massa, segundo especialistas

Para Gui Amorim, pastaio do La Cura, a farinha determina o resultado final. Ele aponta que qualidade de ovos e até clima influenciam a textura da massa, além da técnica de preparo. Farinha 00 favorece elasticidade; semola oferece mais estrutura.

Massas frescas e secas têm funções distintas. Formatos delicados costumam pedir massa fresca, enquanto molhos robustos combinam com massas secas. A relação entre formato e molho não é apenas estética, dizem os chefs.

Molhos e combinação com o formato

Ranhuras nas massas secas ajudam o molho a aderir. Massas longas como espaguete combinam com molhos leves e untuosos, enquanto pappardelle e fettuccine pedem molhos mais encorpados. Massas curtas com ranhuras seguram molhos densos com pedaços de carne.

Mitos sobre macarrão comedido

Mito: azeite na água evita que grude. Especialistas afirmam que isso não é necessário; a água em ebulição e quantidade adequada basta. Outro mito é quebrar o macarrão antes de cozinhar; formatos longos devem permanecer inteiros.

Sobre peso e horário, nutricionistas destacam que o macarrão não é vilão por si só. O ganho de peso depende do total de calorias e dos acompanhamentos. Massas integrais oferecem mais fibras; versões sem glúten atendem a necessidades específicas.

A expressão cultural do prato no Brasil

Mesmo com a massa artesanal em ascensão, o macarrão continua ligado à memória afetiva brasileira. Pratos como macarrão com salsicha aparecem como referência de conforto, enquanto combinações como macarrão com feijão mostram a integração da massa à alimentação cotidiana. A simplicidade segue valorizada por muitos chefs, que defendem técnica, equilíbrio e bons ingredientes.

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