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Byung-Chul Han afirma: o amor é aceitação da alteridade, não posse

Byung-Chul Han afirma que o amor reduzido a consumo fragiliza relações ao suprimir a alteridade e promover a conformidade

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  • Byung-Chul Han afirma que o amor não é posse nem domínio, e sim aceitação da alteridade.
  • Ele diz que a sociedade neoliberal transforma o amor em objeto de consumo, submetendo tudo à mercadoria e à exposição.
  • Segundo o filósofo, esse padrão torna as relações mais frágeis, difusas e egocêntricas, sem aprofundar a visão no outro.
  • Han relaciona o debate ao conceito de “amor líquido” de Bauman e critica plataformas como o Tinder, vistos como vitrines de pessoas.
  • A partir disso, a sociedade tende a homogeneizar rostos, estilos e pensamentos, dificultando a convivência autêntica.

Byung-Chul Han afirma que o amor não é posse nem domínio sobre o outro, mas a aceitação de sua alteridade. Segundo o filósofo, a ideia de amor na sociedade atual é moldada por uma lógica de consumo.

Ele critica a proclamação neoliberal da liberdade e o papel do capitalismo, que transforma relações em mercadorias. Para Han, essa lógica reduz o diferente a algo a ser consumido, dissolvendo a alteridade.

A visão de Han dialoga com a crítica de Bauman ao amor líquido, onde vínculos se tornam frágeis, difusos e centrados no eu. O amor, nesse quadro, perde profundidade ao ser visto como objeto de satisfação.

Em suas análises, o filósofo observa que relações são patologicamente egocêntricas, sem abertura para aprofundar o outro. O ato de olhar para o outro deixa de ser encontro e vira consumo.

Na prática, esse fenômeno aparece em plataformas como redes de encontros, que representam uma vitrine de corpos. A comparação entre pessoas tende a reduzir a singularidade a aparência.

Segundo Han, a homogeneização de padrões de vida e de pensamento acentua a similaridade entre as pessoas. O resultado é a perda de identidade e de espaço para o choque criativo entre indivíduos.

Para ele, a resposta é romper com a lógica de domínio e aceitar a diferença do outro. O amor verdadeiro, afirma, interrompe a perspectiva do eu e abre o mundo pela visão do outro.

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