Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Livro destaca desafios emocionais de jovens que cresceram em abrigos

Livro analisa vínculos de jovens criados em abrigos e defende apadrinhamento afetivo com continuidade para evitar rupturas emocionais

Elizete lança seu primeiro livro em Brasília sobre apadrinhamento baseado em sua experiência - (crédito: Arquivo pessoal)
0:00
Carregando...
0:00
  • O livro Sozinho eu não consigo, de Elizete Souza, em coautoria com Gabriel Gontijo, Janaína Araújo e Diogo Gontijo, aborda os vínculos de jovens que cresceram em abrigos.
  • A obra discute o apadrinhamento afetivo como apoio emocional e construção de vínculos fora da família biológica.
  • A autora, que atua como madrinha afetiva, afirma que o vínculo se constrói com presença, escuta, limites, frustrações e aprendizado.
  • O apadrinhamento exige preparo e continuidade, conforme formação promovida pelo instituto Aconchego.
  • A narrativa evita romantizar o tema e mostra dificuldades de vínculos, com medo, desconfiança e rupturas, além de tratar da saída de casa com maioridade sem estrutura familiar.

O livro Sozinho eu não consigo, lançado recentemente, reúne a escritora Elizete Souza e as coautorias de Gabriel Gontijo, Janaína Araújo e Diogo Gontijo. A obra aborda o apadrinhamento afetivo e a ausência de vínculos permanentes na vida de adolescentes acolhidos.

A publicação mistura memória, ficção e reflexão social para discutir os desafios enfrentados por crianças e jovens criados em abrigos. Temas como abandono, autonomia e redes de apoio aparecem como eixo central da narrativa.

A autora, que atua como madrinha afetiva de Gabriel (irmão de Diogo), explica que o vínculo é construído com presença, escuta e limites ao longo do tempo. Ela ressalta a importância de continuidade no apadrinhamento.

Além de destacar a construção gradual de vínculos, o livro enfatiza que o apadrinhamento afetivo exige preparação. Encontros de formação realizados pelo instituto Aconchego orientam padrinhos e madrinhas para compreender a realidade dos jovens acolhidos.

A obra também busca evitar uma visão romantizada do tema, ao mostrar dificuldades como medo, desconfiança e resistência emocional. A narrativa afirma que o afeto existe, mas coexiste com silêncios e receios de confiar no outro.

Por fim, o livro contribui para o debate sobre as fragilidades de jovens que deixam os abrigos ao completar a maioridade, muitas vezes sem uma estrutura familiar estável.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais