- Marta Greco Aith era especialista em restauração de livros, dedicou-se a obras antigas e raridades e retomou a atividade após mais de duas décadas.
- Ela restaurou exemplares até ficar quase pronto o livro de Edmund Wilson, que planejava presentear ao filho Daniel, e também recuperou um livro de receitas árabes da sogra Adma.
- Marta era reconhecida pela família pela prática de levar uma cestinha de quitutes a parentes e amigos, incluindo geleias e biscoitos.
- Morreu em dezoito de maio, aos cinquenta e nove anos, após ficar internada em estado grave; foi sepultada ao lado do pai, Raphael.
- Deixa o marido Antônio e o filho Daniel; a família recorda viagens, como Paris, e celebrações que incluíam refeições preparadas com livros que restaurava.
Marta Greco Aith, especializada na restauração de livros, faleceu no dia 18 de maio, aos 59 anos. A morte ocorreu em sua residência, após passar mal na noite anterior, segundo informações da família. A profissional dedicava-se à recuperação de obras antigas e raridades.
O pai, Raphael, foi quem percebeu o talento manual da filha, que acabou seguindo outro caminho profissional. A jovem conheceu a família Mindlin, criadora de uma das mais importantes coleções de livros do Brasil, através de uma amiga. O contato acabou levando Marta a cursos de restauração.
Em anos recentes, após dedicarse à maternidade, Marta retomou o trabalho com afinco. Entre seus projetos, estava a restauração de um exemplar de Rumo à Estação Finlândia, de Edmund Wilson, que pretendia presentear ao filho Daniel. O objetivo era preservar a obra para futuras gerações.
A família lembra do cuidado de Marta com quem precisasse de ajuda. Ela alimentava amigos e parentes com uma cestinha de palha repleta de quitutes, segundo relatos de familiares. O hábito ganhou notoriedade entre quem a conhecia.
Daniel guarda memórias de uma viagem a Paris, em que a mãe apareceu como uma figura protetora durante o passeio. Em vida, Marta também restaurou um livro de receitas árabes pertencente à sogra, que pretendia entregar pessoalmente.
Sempre atenta aos gestos simples, Marta também dedicou tempo a ações solidárias na comunidade, levando bolos a hospitalizados e mantendo o hábito de presentear com delicadezas alimentares. O cuidado com a família e os amigos era uma marca de sua atuação.
O funeral ocorreu com a família reunida, e o prato principal do almoço posterior foi quibe de peixe, uma das receitas do livro restaurado que ganhou novo sentido na casa onde morava. A obra, agora restaurada, permanece em destaque no lar.
Além de Antonio, com quem foi casada por 34 anos, a filha Daniel e os demais parentes, Marta deixa mãe, irmã, irmão, cunhados, sobrinhos e netos de amigos. Os cães da família, Gordo e Nena, continuam aguardando o retorno da matriarca.
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