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Como combinar madeiras de diferentes tipos e tons no mesmo ambiente

Especialistas explicam como combinar madeiras distintas em cor e luminosidade, definindo uma madeira dominante e até dois complementares para equilíbrio

A mesa de jantar Sarau, de Fabrício Roncca, foi composta com cadeiras de palhinha, da Osvaldo Antiguidades. Luminárias Skan, da Vibia. Piso de assoalho Wirebrush Tauari Natural da Indusparquet, com execução da Espaço do Piso. A porta de correr entre cozinha e sala foi feita com a mesma lâmina de madeira natural Rovere Catedral utilizada no restante do apartamento, e painéis de vidro jateado, executada pela Benditta Marcenaria
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  • As madeiras devem ser lidas em dois eixos: luminosidade (clareas, médias, escuras) e temperatura (quentes ou frias), para definir relações visuais entre piso, marcenaria e mobiliário.
  • A madeira dominante deve ser definida no início, normalmente em elementos de maior massa visual como piso ou painéis; a partir dela, entra a segunda madeira para criar contraste e, se necessário, uma terceira como acento.
  • O piso de madeira funciona como base e condiciona a leitura dos demais tons; móveis devem contrastar o suficiente para ter presença própria.
  • Recomenda-se usar de dois a três tons na composição: dominante, complementar e pontual; menos variações facilitam a harmonia, mais variações exigem cuidado.
  • Diferentes pontos de vista dos profissionais destacam que tons semelhantes ajudam em ambientes neutros, enquanto o contraste torna o conjunto mais legível e intencional; galeria de exemplos e escolhas pessoais variam conforme o perfil do morador.

O segredo para misturar madeiras de diferentes tons em um ambiente é escolher a leitura de luminosidade e temperatura do material, não apenas a espécie. Arquiteto Rogério Shinagawa orienta: claras, médias e escuras; quentes ou frias ajudam a criar relações visuais entre piso, marcenaria e mobiliário.

Segundo Shinagawa, a combinação depende do equilíbrio entre as madeiras. Mesmo tons próximos podem não combinar se houver contraste de temperatura entre eles. O objetivo é entender como cada peça dialoga com as demais para evitar dispersão visual.

A leitura das tonalidades

O arquiteto Jean de Just afirma que variações de madeira criam contraste elegante. A ideia é variar, mantendo equilíbrio, para evitar um resultado monótono. Teresa de tons diferentes pode tornar o espaço mais legível, enquanto o neutro pede menos contraste.

Guia de prática para projetos

Vanessa Ribeiro, da Quattrino Arquitetura, aponta que tons distintos deixam o ambiente orgânico e aconchegante. O caminho recomendado é usar de dois a três tons: dominante, complementar e pontual, com o piso como base para orientar as demais tonalidades.

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