- Maurício Santi e o suplemento Paladar apresentam um panorama da culinária tailandesa, destacando sua imensidão regional, diversidade de ingredientes e a importância do arroz na mesa.
- O arroz é o fio condutor: na Tailândia central predomina o arroz jasmine; no Norte e Nordeste é comum o arroz glutinoso (Khao Niao).
- Fermentações são relevantes, como Nam Pla (anchova salgada, tipo molho) e Pla Ra (fermentado de peixe de rio), usados para umami e sabor característicos.
- A Tailândia é dividida em quatro regiões gastronômicas: Norte, Nordeste, Centro (Bangkok) e Sul, cada qual com preparos, condimentos e rotas de sabor específicas.
- Em São Paulo, restaurantes que exploram a cozinha tailandesa — Ping Yang, Krapook Khao e P’Lek — oferecem pratos e curries variados, com destaques e faixas de preço mencionadas.
Na tradição gastronômica tailandesa, arroz é mais que alimento; é convite à mesa. A culinária do país, rica e regional, ganha destaque nesta leitura que mergulha nas suas diversas regiões, ingredientes e técnicas, apresentando ao leitor brasileiro um panorama mais amplo do que se costuma conhecer por aqui.
O texto apresenta Maurício Santi, chef brasileiro à frente do Ping Yang, que explora em parceria com a revista Paladar a extensão da cozinha tailandesa. A proposta é revelar que a Tailândia vai muito além de curry e pratos picantes, mostrando uma culinária com camadas de sabores e uma relação profunda com fermentações, ervas e técnicas regionais.
Um fio condutor: o arroz
O arroz é mostrado como elemento central em todas as cozinhas tailandesas. No núcleo da Tailândia, o arroz jasmine domina, servido simples para acompanhar curries, enquanto nas regiões Norte e Nordeste predomina o arroz glutinoso, o Khao Niao. Compartilhar pratos ao centro é prática comum, com o grão atuando como colher improvisada para ligar entradas, saladas, molhos e pratos principais.
Além do arroz como base, o texto descreve como o arroz aparece em sobremesas e em preparações diversas, incluindo dumplings e noodles, evidenciando sua versatilidade. A prática de comer com as mãos na Tailândia, com o uso da colher como utensílio principal, também é destacada para explicar costumes à mesa.
Fermentações que marcam a cozinha
Entre as técnicas, as fermentações ocupam lugar de destaque, especialmente para conservas de peixe, porco e frutos do mar. O Nam Pla, fermentação de anchova com sal, funciona como base de molho semelhante ao shoyu, exigindo tempo de maturação. No Nordeste, o Pla Ra, fermentado de peixe de rio, aparece como ingrediente essencial, frequentemente acompanhado de raiz de arroz tostado para intensificar o sabor umami e o sal.
Aromas, plantas e a construção de sabor
A construção de sabor na Tailândia envolve plantas aromáticas e PANCs (Plantas Alimentícias Não-Convencionais). Capim-santo, folha de limão makrut, gengibre, alho, chalota e galanga compõem camadas de aroma que definem a identidade dos pratos. O uso de ervas e folhas frescas cria uma constante, com a ideia de que cada prato guarda uma complexidade que pode parecer inacessível à primeira degustação.
As quatro regiões da culinária tailandesa
A apresentação divide o país em quatro regiões, cada uma com características próprias: Norte montanhoso, Nordeste fronteiriço com Laos e Camboja, Centro próximo a Bangkok e Sul costeiro. No Norte, dominam carnes de caça e porco, com preparo lento e uso de ingredientes sazonais. O Nordeste destaca grelhados com perfil de sabor umami e pratos de arroz glutinoso, sempre com molhos para acompanhar. O Centro, onde fica a capital, é berço de pratos como curry verde, Pad Thai e Tom Yum Kung, com diversidade de influências culturais, inclusive chinesas. No Sul, a culinária se destaca pela intensidade de pimentas e pela herança de comunidades muçulmanas, indianas e da Malásia, conferindo sabores particularmente picantes.
Dicas de viagem e hábitos à mesa
Para quem planeja conhecer a Tailândia pela gastronomia, a tabela de referências sugere observar a temporada de chuvas, que amplia a disponibilidade de ingredientes. Em termos práticos, a mesa tailandesa privilegia a colher como utensílio principal, o uso reduzido da faca e o papel central do arroz para harmonizar diferentes preparos.
Onde provar a cozinha tailandesa em São Paulo
No que tange ao cenário paulistano, o artigo cita estabelecimentos que oferecem pratos tailandeses com diversidade de opções. O Ping Yang, no Jardim Paulista, apresenta pratos como Nam Dip, Miang Kham Som Goon Young, saladas, espetinhos e curries com preços variados. O Krapook Khao, situado no Paraíso, oferece Tomyum Kung e sopas tradicionais, com sugestões de pratos como arroz Jasmine salteado e Tom Yum Kung. O P’Lek, localizado em Cerqueira César, funciona como espaço de drinques com influências tailandesas e opções de snacks variados.
Fontes do material ressaltam a imagem de uma culinária complexa, que combina tradição e inovação, com destaque para a abordagem de Maurício Santi sobre a diversidade regional, a importância do arroz, as técnicas de fermentação, o uso de plantas aromáticas e a forma como esses elementos se articulam para compor pratos que vão além do que é comumente conhecido no Brasil.
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