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Colocar gelo no vinho branco nem sempre é sacrilégio; veja a prova

Nova linha de sommeliers: gelo em vinhos brancos simples, rosés e coquetéis é aceitável, desde que a temperatura de serviço seja correta

Est-ce un sacrilège de mettre des glaçons dans son verre de vin blanc ?
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  • A prática de colocar gelo em vinhos brancos deixou de ser tabu entre sommeliers, com aceitação crescente.
  • Três motivos para a mudança: vinhos servidos hoje em temperatura mais alta, turismo espanhol que popularizou a diluição, e apoio de sommeliers famosos como Andreas Larsson.
  • O gelo é aceitável em três casos: vinhos simples (exemplos como picpoul e sauvignon de Touraine), cocktails com vinho branco (vermouth branco, Lillet, Aperol Spritz) e rosés servidos em praia.
  • Em vinhos brancos mais estruturados, como Bourgogne branco, Sancerre, Riesling ou Chassagne-Montrachet, o gelo não é recomendado.
  • O tema principal continua sendo a temperatura de serviço: se estiver na temperatura correta, não há necessidade de gelo; a defesa do gelo depende do tipo de vinho.

O debate sobre colocar gelo no vinho branco evoluiu com o tempo. Hoje, a prática não é mais vista como um sacrilegio, desde que seja usada com sensibilidade. O público pode experimentar sem perder o foco na qualidade da bebida.

Historicamente, o gelo era condenado porque dilui o vinho, altera aromas e acidez e pode provocar precipitados. Em vinhos mais simples ou em bebidas servidas com gelo, o efeito é menos disruptivo, segundo especialistas.

Novo equilíbrio entre temperatura e preferência

A mudança atende ao consumo atual, mais frequente em temperaturas altas. Além disso, praticantes de referência defendem o gelo em cenários específicos, como coquetéis ou vinhos de uso cotidiano, onde a bebida é feita para ser servida fria.

Para vinhos simples, brancos de menor complexidade, ou rosés servidos em porções maiores, o gelo é aceitável. Em contrapartida, não é aconselhável em vinhos brancos estruturados de alto valor ou em rótos renomados, onde o objetivo é preservar caráter e textura.

Quando o gelo faz sentido, mesmo entre sommeliers

O gelo ganha terreno em coquetéis com vinho branco, como vermutes frios ou spritz, que são pensados para consumo com gelo. Já em vinhos mais centenários de regiões reconhecidas, o uso deve ser limitado e estratégico, priorizando a temperatura correta de serviço.

Especialistas destacam que a chave não é o gelo em si, mas a temperatura ideal do vinho. Se a bebida já chega na temperatura correta, o gelo não é necessário. A prática, quando usada com moderação, pode melhorar a experiência em ambientes informais.

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