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É preciso estar amando para assumir um relacionamento? Especialistas explicam

Especialistas afirmam que o amor é construído com o tempo; arriscar valeu a pena e o casal, que começou na pandemia, hoje está casado

Luiz Fernando e Andréa se conheceram virtualmente, em 2021; pouco tempo depois, os dois resolveram arriscar um 'teste drive' passando a quarentena juntos em uma casa de campo durante a pandemia
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  • Especialistas dizem que não é preciso estar amando para começar a namorar; o amor se constrói com o tempo.
  • O caso de Andrea Lopes, 52 anos, e Luiz Fernando Figueiredo, 62, começou em janeiro de 2021, após eles se conhecerem pelo Facebook.
  • Durante a pandemia, eles fizeram um “teste drive” e passaram a quarentena juntos numa casa de campo, sem medo de se arriscar.
  • Psicólogas destacam que o namoro costuma nascer da atração e que é preciso diálogo e alinhamento de expectativas para manter a relação.
  • Quase seis anos após o primeiro encontro, o casal se casou e formou uma nova família, convivendo com as respectivas filhas.

O tema de hoje é: é preciso estar amando para começar a namorar? Especialistas respondem que não é necessário já ter amor adquirido, pois o sentimento se constrói com o tempo. O foco é entender como pessoas podem se abrir à relação mesmo diante da incerteza.

A reportagem reúne depoimentos de psicólogas e analisa casos reais. O estudo mostra que o momento certo para iniciar um relacionamento não existe; o importante é permitir o risco e acompanhar o desenvolvimento emocional ao longo do vínculo.

A advogada Andrea Lopes, 52, e o economista Luiz Fernando Figueiredo, 62, ilustram o ponto. Eles se conheceram em 2021 pelas redes sociais e decidiram dar um teste de convivência durante a pandemia, passando a quarentena juntos.

O que aconteceu e quem está envolvido

Luiz enviou a primeira mensagem a Andrea após ver o perfil dela. O diálogo durou horas e, desde então, não se separaram. A dupla acabou construindo um relacionamento que evoluiu para casamento quase seis anos depois.

O casal passou a morar junto durante a pandemia, em São Paulo, em uma casa de campo para evitar riscos de contágio. Esse arranjo inicial serviu como teste de convivência e ajudou a consolidar o vínculo.

Andrea e Luiz hoje formam uma família unida. Eles têm filhos de relações anteriores e, com o tempo, aproximaram as famílias, fortalecendo a relação. O casamento ocorreu após a conclusão desse período de amadurecimento conjunto.

Por que o amor pode nascer com o tempo

Especialistas afirmam que o amor não nasce instantaneamente. A atração inicial tende a evoluir para vínculos mais estáveis conforme há diálogo, alinhamento de expectativas e enfrentamento de desafios.

A psicóloga Marta Carmo explica que o amor se constrói ao longo da relação, ainda que haja paixão inicial. Já Fabiana Ratti ressalta que o amadurecimento pessoal e a disposição para assumir responsabilidades também fortalecem a parceria.

Segundo as especialistas, é fundamental dialogar, ajustar expectativas e decidir juntos se a relação deve seguir adiante. Em caso de dúvidas, terminar pode ser uma alternativa saudável para permitir novos caminhos, sem medo de recomeços.

Desdobramentos e lições

Após a quarentena, Andrea e Luiz seguiram namorando, teceram laços com as famílias e fortaleceram o relacionamento por meio de convivência e desafios compartilhados. Hoje, trabalham juntos e mantêm a vida a dois como prioridade dentro da nova estrutura familiar.

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