- A região de Viena abriga cerca de cinco mil vinhedos a uma hora de distância da capital, com sessenta por cento dos vinhedos familiares, vinte e cinco por cento orgânicos e muitos produtores improvisando narrativas artesanais para atrair a Gen Z, que muitas vezes assume a liderança em seus anos 20.
- A campanha de marketing RWR (rot, weiss, rosé) busca simplicidade e experiência, com exportações de vinhos naturais estimadas entre quinze e vinte por cento.
- Produtores lançam linhas acessíveis, como Christina Netzl, criada para ser fácil e atrativa para jovens, além de exemplos de rótulos descontraídos que convivem com vinhos de vinhedos únicos.
- A importadora Newcomer Wines enfatiza o interesse da Gen Z em apoiar negócios locais e produtores de pequena escala, conectando os vinhos austríacos a bares e eventos jovens. Discoteca Schabernack, em Zellerndorf, reuniu trezentos a quinhentos e cinquenta pessoas na primeira edição, com expansão para mais de setecentos na segunda.
- Mesmo com tradição, há foco em inovação: projetos como Blaufränkisch no portfólio Projekt buscam tornar o vinho mais versátil para momentos informais, sem abrir mão da qualidade.
No cenário vinícola austríaco, a aposta em atrair Gen Z ganha corpo com eventos, jovens enólogos e etiquetas pensadas para esse público. Schubert, Strauss e o Eurovision convivem com a feira VieVinum no mesmo fim de semana, simbolizando a tentativa de manter o brilho da vinicultura sem perder o frescor da geração mais jovem.
A Áustria abriga um polo de produção próximo a Viena, com cerca de 5 mil vinhedos a uma hora da capital. O setor aponta que 95% das vinícolas são familiares e 25% da área é certificada orgânica, favoráveis a narrativas artesanais e sustentáveis.
O programa de marketing RWR (red, weiss, rosé) tem papel central, com linguagem simples e foco em experiências. A iniciativa, lançada no fim do ano anterior, busca engajar jovens no varejo e na exportação, onde 15% a 20% das exportações correspondem a vinhos naturais.
Entre os produtores, a Weingut Netzl destaca-se pela parceria entre Franz Netzl e a filha Christina, com rótulos que vão de vinhos de vinha única a séries com rótulos de apelo conceitual. O portfólio inclui a linha Christina, mais acessível e voltada aos jovens.
Christina Netzl descreve a linha como descomplicada e frutada, pensada para a primeira etapa de descoberta. A ideia é aproximar o público iniciante do terroir, antes de apresentar vinhos de vinha única.
Krebs de divulgação não ficaria completo sem a presença de jovens enólogos locais. Katharina Gessl, de Zellerndorf, assumiu a quinta geração da vinícola familiar e adotou narrativas dialetais em seus vinhos, com sugestões de ocasiões simples para acompanhar pratos.
Gessl comenta que muitos jovens em cidades como Viena sentem barreiras para pedir cartas de vinho ou frequentar adegas, e propõe uma linguagem mais inclusiva e conviva. Ela também realizou o Disco Schabernack, evento com música e gastronomia que reuniu centenas de pessoas.
A experiência de Gessl inspira parcerias com entidades nacionais, incluindo o suporte de autoridades para novas edições de eventos e colaborações com cozinhas e hotéis. O objetivo é transformar o vinho em opção cotidiana, sem perder qualidade.
Outro exemplo é a Newcomer Wines, baseada em Londres, que atua com o público Gen Z por meio de canais autênticos. Giselle Abcarian, responsável pela comunicação, aponta o interesse dessa geração em apoiar negócios locais e produtores de pequena escala.
Além de rótulos mais simples, a oferta austríaca também traz vinhos de maior complexidade, como os Blaufränkisch do projeto Esterházy. A linha busca mostrar versatilidade, associando vinhos de passeio a versões mais estruturadas para consumo cotidiano.
Em síntese, a Vinicultura austríaca mira o público jovem com uma combinação de eventos culturais, rótulos acessíveis e propostas de identidade de marca que destacam origem, sustentabilidade e experimentação, mantendo a reputação de vinhos de alto nível.
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