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Times do pentacampeonato resistem no que sobrou da Little Brazil em Nova York

Little Brazil em Nova York perde espaço: poucos restaurantes restam e pôsteres dos pentacampeões podem sumir

Pedestre cruza faixa na esquina da rua West 46 com a Quinta avenida, em Nova York; ali começa o espaço conhecido como Little Brazil - Eduardo Anizelli / Folhapress
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  • A rua West 46, conhecida como Little Brazil em Nova York, tinha forte presença brasileira; hoje restam apenas dois restaurantes.
  • No Via Brasil, o dono Luís Gomes, 79 anos, não colocou o sexto quadro de títulos da seleção e ameaça remover os cinco, caso o hexacampeonato não aconteça.
  • A valorização imobiliária em Manhattan ajudou a diminuir o espaço para pequenos negócios, contribuindo para o declínio da Little Brazil após décadas de presença brasileira na região.
  • Eventos que celebravam o Brasil na cidade, como o Brazilian Day, já não ocorrem com a mesma frequência; a pandemia de covid-19 também fechou portas, reduzindo ainda mais a vida comercial do local.
  • Hoje permanecem apenas o Emporium Brasil e o Via Brasil, com pouca memória instalada na área, como pôsteres que podem deixar de existir.

A Little Brazil, região da West 46th Street entre a Quinta e a Sexta Avenida, segue como vestígio de uma época de intenso fluxo de brasileiros em Nova York. A construção de pôsteres da seleção brasileira e a presença de restaurantes marcaram a memória do bairro. Hoje, restam apenas dois restaurantes ativos.

Apenas dois estabelecimentos permanecem abertos no trecho que já foi símbolo de identidade para imigrantes. No Via Brasil, o proprietário celebra a tradição, mas admite cautela sobre o futuro dos ícones da casa, como os pôsteres dos cinco títulos da seleção.

A demolição gradual da área tem causas ligadas ao custo elevado de aluguel, ao desenvolvimento de novos polos na cidade e à pandemia de Covid-19, que acelerou o fechamento de negócios locais. O que antes era um polo de comércio brasileiro dividiu espaço com outras propostas no eixo de Manhattan.

O que restou e quem compõe a história

Entre as mudanças, a presença de vendedores ambulantes e turistas ainda reforça a memória verde e amarela, mas o fluxo de clientes diminuiu. A celebração anual conhecida como Brazilian Day, tradicional na interseção da West 46 com a Sexta, não ocorreu em 2025 e não há confirmação de 2026, sinal de redução da presença brasileira no local.

O atual cenário é composto por dois restaurantes que resistem à transformação da rua. No Via Brasil, o clima remete aos anos de auge da região, com uma parede decorada de fotos da seleção e a expectativa de manter viva a memória de uma comunidade que já ocupou o lugar com maior densidade.

Contexto histórico e continuidade da memória

A evolução da rua 46 acompanha a subida de aluguéis e a transformação urbana de Manhattan, fenômeno que compromete estabelecimentos menores. Em décadas anteriores, a área chegou a abrigar lojas brasileiras de eletrônicos e recebia brasileiros em busca de oportunidades na América do Norte.

A narrativa cultural envolve o carnaval e o samba, com referências a artistas e associadas histórias de imigração. O Enredo do Império Serrano de 1999 ressaltou o papel da rua como palco de celebração e de convivência para a comunidade brasileira na cidade.

Perspectivas futuras

A pandemia ampliou o fechamento de portas na região entre 2020 e 2021, consolidando um panorama de redução de espaços dedicados aos brasileiros. Ainda que o Via Brasil permaneça, a redução de estabelecimentos aponta para uma transformação contínua do que resta da Little Brazil em Nova York.

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