- Residência dos anos setenta de Julio Roberto Katinsky reúne arquitetura, design e paisagismo, com uso marcante de concreto e cores para um visual moderno.
- Sala de estar traz sofá de concreto e paredes quase inteiras cobertas por mobiliário desenhado pelo arquiteto, além de poltrona de Giancarlo Palanti e mesa “andorinha” em jacarandá.
- Escada de concreto com corrimão em aço conecta todos os pisos; o escritório e áreas de apoio exibem peças assinadas pelo próprio Katinsky.
- Jardim suspenso invade o living através de paredes de vidro, integrado ao interior para trazer a natureza para dentro de casa; paisagismo foi iniciado pela ex-aluna Sakae Ishii.
- Itens de design de época complementam o conjunto: cadeira Reversível de Martin Eisler, bufês da Unilabor e peças de Geraldo de Barros, com luminárias assinadas por Katinsky.
Nos anos 1970, a residência de Julio Roberto Katinsky aparece como marco de arquitetura, design e paisagismo. Concreto colorido dá tom moderno a um imóvel descrito como casamento entre forma e função, com foco na expressão do movimento artístico da época.
O living destaca-se pela intervenção de Katinsky: sofás e mesas suspensas em concreto ocupam grande parte da parede. A escada de concreto, com corrimão de aço, conecta todos os pisos da casa, evidenciando a linguagem brutalista ali presente.
A composição de mobiliário inclui peças assinadas pelo arquiteto, como a mesa de jacarandá curvado apelidada de andorinha, e a poltrona de design que remete à arte concreta. A entrada recebe itens de designers renomados, integrando obras de Giancarlo Palanti, Martin Eisler e Geraldo de Barros.
A área de estar apresenta uma parede com elementos vazados e um sofá de concreto, acompanhado de móveis de época, como o Sofá Mole de Sergio Rodrigues. Gravuras e objetos de artistas variados compõem a atmosfera quente do ambiente.
Um jardim suspenso invade o interior através de paredes de vidro, conectando-se ao living. Morangos silvestres, helicônias e samambaias caracterizam o paisagismo inicial da ex-aluna Sakae Ishii, descrita pelo professor como parte de uma visão nipotropical.
Outra zona da casa separa a área de estar da piscina por uma parede de concreto vazado fechada com vidro. O projeto paisagístico e a integração entre natureza e interior aparecem como elementos centrais da residência.
O escritório de Katinsky, repleto de peças próprias, revela a prática do arquiteto na construção de mobiliário. No quarto, o uso de jacarandá imprime tonalidade verde aos espaços, enquanto o banheiro exibe paredes amarelas e bancada de design característico da casa.
O conjunto residencial, em sua essência, permanece como referência de integração entre arquitetura, arte e natureza, preservando a linha de trabalho de Katinsky e sua relação com artistas que influenciaram o cenário brasileiro da época.
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