- O muxarabi é um painel vazado de madeira que facilita ventilação, iluminação cruzada e privacidade, criado na arquitetura islâmica medieval.
- A pronúncia correta é “os muxarabis”, com a sílaba tônica no final.
- No Brasil, o uso chegou com influência portuguesa e imigrantes islâmicos; foi proibido em 1810 por Dom João VI por segurança pública, e para apagar traços culturais.
- Diferenças de termos: muxarabi (balcão fechado de madeira na fachada), gelosia (fechamento vazado de origem europeia), adufa (versão luso-brasileira), urupema (trama indígena) e cobogó (evolução industrial em concreto/cerâmica).
- Na decoração atual, o muxarabi delimita espaços, controla sol e vento e pode aparecer em móveis; materiais variados incluem MDF, alumínio, PVC, aço corten e fibras naturais; erros comuns envolvem posição sob chuva, uso de materiais sensíveis e padrões muito fechados.
O muxarabi, painel vazado de madeira com formas geométricas, é elemento milenar da arquitetura islâmica que facilita ventilação, iluminação e privacidade ao mesmo tempo. A CNN Brasil ouviu a pesquisadora Andrea Braga, que explica a função e as diferenças históricas desse recurso.
A origem remonta à arquitetura islâmica medieval, sobretudo no Oriente Médio e Norte da África. A palavra deriva do árabe mashrabiya, usada para descrever uma janela ou sacada vazada em treliça, que permite ver sem ser visto.
Atenção histórica também é relevante no Brasil. Em 1810, Dom João VI decretou a extinção dos balcões mouriscos por questões de segurança pública, segundo a visão oficial na época. Historiadores associam o banimento a uma tentativa de apagar traços árabes, berberes e africanos da paisagem nacional.
Origem e termos relacionados
- Muxarabi: origem islâmica, balcão fechado com tramas de madeira que se projeta para fora da fachada.
- Gelosia: termo europeu para fechamentos vazados em vários materiais.
- Adufa: versão luso-brasileira de veneziana de madeira.
- Urupema: trama indígena que inspirou fechamentos vazados.
- Cobogó: evolução industrial brasileira, com blocos de concreto ou cerâmica.
Uso moderno na arquitetura de interiores
Na prática residencial, o muxarabi delimita espaços sem bloquear totalmente a visão, controla a incidência solar e cria jogo de luz e sombra. Em imóveis compactos, painéis deslizantes e portas de correr ajudam a manter a ventilação natural.
Materiais e estilos
Embora a madeira seja clássico, o mercado atual admite MDF, alumínio, PVC, aço corten, fibras naturais e até opções experimentais, como muxarabis escultóricos em papelão dos designers Campana.
Erros comuns na instalação
A posição em fachadas com chuva intensa, a escolha de materiais sensíveis a umidade e sol excessivo, bem como padrões muito fechados, podem comprometer ventilação e iluminação. O muxarabi não sustenta estruturas; é apenas vedação.
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