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Noivas deixam de jogar o buquê e passam a ficar com ele

Noivas substituem o arremesso por buquês preservados ou de vidro, com preços a partir de US$ 1.000 e opções duráveis e sustentáveis

Buquê de flores de uma noiva logo após o casamento
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  • O arremesso do buquê perde espaço: muitas noivas optam por preservar o buquê para durar para sempre, com preservação em resina a partir de US$ 1.000 (R$ 5.085).
  • Opções alternativas aparecem: buquês de vidro, porta-copos, abotoaduras e pingentes são comercializados por preços que vão de US$ 250 a US$ 5.085, dependendo do material.
  • Profissionais em diferentes países oferecem técnicas distintas: vidro aquecido e moldado, miçangas e conchas, mantendo a ideia de uma lembrança duradoura.
  • Exemplos globais de demanda: na Inglaterra há a “Florista de Vidro”; no Canadá, buquês de miçangas; na Austrália, buquês com conchas têm encomendas até 2027.
  • Mudança cultural observada: a ideia de casamento como conquista diminui o peso do ritual do buquê, com poucas noivas ainda jogando o buquê tradicionalmente.

O arremesso do buquê perdeu força entre algumas noivas, que passaram a preservar ou transformar as flores em itens duráveis. A ideia é manter vivo o momento do casamento sem jogar as flores para um grupo de solteiras. Em vez disso, buquês são convertidos em arte permanente.

Noiva que não joga o buquê é parte de uma mudança cultural. Profissionais de preservação floral relatam demanda crescente por peças que duram para sempre, com formatos alternativos que vão desde vidro e resina até conchas do mar. O mercado ouviu esse interesse em diferentes países.

O que acontece hoje é que o buquê tradicional muitas vezes não é descartado, mas convertido em objeto de memória ou de uso prático. O foco é transformar o dia do casamento em uma peça atemporal, com valor artístico e ambiental reduzido.

Entre as opções, existem preservações com resinagem e madeira personalizada. O serviço de Maed by Mini, em Syracuse, Nova York, oferece preservação em gel de sílica, seguida de camadas de resina para realçar as flores, com preço inicial de cerca de US$ 1.000.

Outra tendência envolve buquês de vidro, criados por Donna Collinson na Inglaterra. Os buquês de vidro custam entre US$ 250 e US$ 900 e são vistos como herança que pode ser repassada, reduzindo o impacto ambiental das flores frescas.

Demais propostas incluem buquês de miçangas, com criação na Vancouver, Canadá. A designer Rachel Pecuh relata que grande parte do trabalho é para casamentos, com custos a partir de pouco mais de US$ 300 e prazo de dois a três dias para ficar pronto.

Casais que buscam temas praieiros podem optar por buquês de conchas, criados por Skye Nilsson em Sydney. As peças ficam prontas em cerca de um mês e chegam a custar quase US$ 450, com foco em adquirir itens que duram sem precisar preservação adicional.

Alguns casais escolhem conservar apenas a ideia do buquê. Em Jersey City, Emma Pearce viralizou com um buquê de conchas feito em casa, inspirado pela proximidade com o mar. O conteúdo mostra como a criatividade reduz a dependência de itens descartáveis.

Casos de reformulação também aparecem em states dos EUA. Danielle Felix, em Madera, Califórnia, fez o seu buquê em crochê e chegou a improvisar com um buquê de dólar para a brincadeira do arremesso, sinalizando mudanças de costume entre as noivas.

Dados de uma consultora de casamentos indicam que o arremesso perdeu espaço. Kristine Satorre, da Modern Brides BFF, aponta que apenas duas noivas entre centenas jogaram o buquê nos últimos três anos, reforçando a percepção de que o ritual perdeu popularidade.

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