- Hotéis de luxo estão mirando casais sem filhos que viajam com animais, criando serviços e experiências voltadas aos “Dinkwads” — renda dupla, sem filhos, com cães.
- Em dois mil e vinte e cinco, cerca de cinquenta e três por cento dos americanos tinham pets, e os gastos com a indústria animal devem chegar a US$ cento e sessenta e cinco bilhões.
- Exemplo: o Lytle Hotel, em Cincinnati, recebeu uma cliente com seu cão e ofereceu quarto, refeições para pets e spa próximo para o animal.
- Programas específicos para cães já existem em redes como a Sonesta, com políticas de acolhimento de animais e quartos com cama para pets e áreas de passeio.
- Hotéis especializados ampliam a oferta com chalés espaçosos, restaurantes e experiências para cães, além de reduzir taxas de hospedagem para animais, para atrair esse público.
Os hotéis de luxo estão redesenhando as estadias para atender casais sem filhos que viajam com pets, um segmento que ganha força à medida que gerações mais jovens adiam ter filhos. Em 2025, 53% dos americanos possuíam animais de estimação.
A tendência é observada em redes e hotéis independentes que criam serviços sob medida: quartos com cama para animais, menus caninos e spas específicos. O objetivo é transformar os cães em parte da experiência de viagem, sem perder o foco na experiência do hóspede humano.
Casais conhecidos como Dinkwads — dupla renda, sem filhos, com pets — ganham relevância no turismo de luxo. Pesquisas indicam que esse grupo utiliza parte da renda extra para viagens, estadias em hotéis de alto padrão e refeições fora de casa.
O que está acontecendo na prática
Hotéis de cidades como Cincinnati, Califórnia e Denver passaram a oferecer pacotes que integram atividades para cães, áreas de passeio bem demarcadas e itens essenciais nos quartos. Em muitos casos, as taxas para animais foram revistas ou eliminadas.
Outra frente envolve redes como Sonesta, que implementam programas de acolhimento aos pets com cartas de boas-vindas e guloseimas na recepção. O objetivo é facilitar a estadia com cães sem criar atrito com hóspedes alérgicos ou que não gostam de animais.
Quem está envolvido
Empreendedores do setor de bem-estar, turismo e estilo de vida, como Morgan Owens, aparecem como exemplos de hóspedes que valorizam o convívio com seus animais. Profissionais financeiros também comentam a escolha de priorizar experiências com pets.
Pesquisas de terceiros indicam que a presença de cães pode influenciar decisões de viagem, com hóspedes buscando conteúdos e atividades voltadas aos animais, desde refeições especiais até praias e trilhas acessíveis.
Por que isso acontece
A cada vez mais comum percepção de que criar filhos pode ser dispendioso ou inviável para muitos millennials contribui para a valorização de companheiros de quatro patas como parte da “nova família”. Dados de associações de pets apontam alto gasto anual no setor.
Especialistas apontam que o custo de vida, a falta de apoio à parentalidade e a disponibilidade de renda para lazer impulsionam esse comportamento. O setor acredita que a adesão de cães fortalece a lealdade dos hóspedes.
Quando e onde isso ocorre
A transformação é visível nos EUA, país com significativo mercado de pets e turismo de luxo. Hotéis em diversas regiões intensificam programas PAWS e serviços de restaurante e spa para animais, ampliando o leque de opções para viajantes com pets.
A adesão de cães em hotéis de alto padrão acompanha a evolução de reservas de famílias modernas e casais que priorizam experiências compartilhadas com seus animais de estimação, em contraponto a modelos tradicionais de hospedagem.
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