- Anna Claudia Lellis Vieira (1952–2026) levou 73 anos para revelar sua identidade de gênero, após décadas de reflexão e mudanças ao longo da vida.
- Nascida em 23 de junho de 1952, teve uma carreira de destaque no mundo corporativo antes de migrar para a área agropecuária.
- Formou-se em administração de empresas na Fundação Getulio Vargas, trabalhou no setor executivo e depois estudou zootecnia na Esalq, da USP, em Piracicaba.
- Construiu uma trajetória ligada à fazenda da família, tornou-a modelo para a Embrapa e completou o mestrado em zootecnia em Cornell, nos Estados Unidos.
- Deixa Márcia, as filhas Mariana e Tomás, a nora Vanessa, o genro Rubens, e os netos Caetano e Clara; residia em Vinhedo, SP, na última fase da vida.
Anna Claudia Lellis Vieira, nascida em 23 de junho de 1952, faleceu em 1º de junho aos 73 anos. Ao longo de seis décadas, ela construiu uma carreira de destaque no mundo corporativo e, mais tarde, na agropecuária.
Nascida em um corpo masculino, Anna iniciou uma trajetória de vida marcada por várias fases. Foi casada duas vezes e teve filhos, Mariana e Tomás, mantendo relação próxima com a família durante as mudanças.
Trajetória e transição de gênero
A decisão de transição ocorreu na casa dos 60 anos, após longos períodos de reflexão. Ela adotou o nome Anna e seguiu com o apoio da companheira Márcia, que esteve ao seu lado durante o processo.
Anna estudou administração na FGV, teve atuação executiva e, depois, passou pela Esalq e pela Embrapa, dedicando-se à criação de gado. Sua formação incluiu mestrado em zootecnia em Cornell.
Ao longo da vida, Anna manteve vínculos com os filhos e a família, mantendo comunicação regular mesmo com longas distâncias. A mudança de gênero foi vivida com serenidade e paciência.
Entre as mudanças de residência, esteve em Vinhedo (SP) e viveu na Costa Rica durante um período. O retorno ao Brasil consolidou a relação com Mariana, que a via como um porto seguro.
Anna deixa Márcia, os filhos Tomás e Mariana, a nora Vanessa, o genro Rubens e os netos Caetano e Clara. A família descreve a trajetória como marcada por cuidado, respeito e coragem.
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