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Geração Z reinventa consumo de vinho com menos regras

Geração Z leva o vinho ao cotidiano, com taças em botecos e vinhos em lata no happy hour, alterando rituais e ampliando acesso

VINHO NO BOTECO. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
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  • Jovens da geração Z (18 a 24 anos) estão incorporando o vinho ao cotidiano, com 70% afirmando ter consumido vinho brasileiro nos últimos seis meses e 66% realizado alguma compra no período.
  • Há crescimento de bares de vinho e consumo em ambientes descolados, como botecos, happy hours e eventos, incluindo vinho em lata.
  • O consumo passou a ser mais descontraído, com menos foco em sofisticação e mais em experimentar rótulos diferentes e aprender depois.
  • Redes sociais e recomendações entre amigos influenciam a escolha de vinhos, abrindo espaço para rótulos com menor intervenção e estilos menos convencionais.
  • Harmonizações inusitadas ganham espaço, como vinho com bao ou chocolate, e o vinho é visto como uma bebida democrática e acessível, presente em contextos antes não associados a ele.

Durante estudo nacional, jovens da Geração Z passaram a incorporar o vinho ao cotidiano com mais naturalidade, quebrando o estigma de bebida de rituais. A pesquisa analisa o comportamento de 18 a 24 anos no Brasil, com dados de convivência e consumo em diferentes contextos.

O levantamento, realizado pelo Instituto MDA em convênio com o Consevitis-RS e o Sebrae Nacional, aponta que 70% dos entrevistados consumiram vinho brasileiro nos últimos 6 meses e 66% fizeram alguma compra de vinho nesse período.

Paladar acompanhou jovens que redefinem a relação com a bebida, em especial por meio de bares de vinho, taças acessíveis e experiências compartilhadas. O cenário observa o crescimento de locais dedicados ao vinho fora de restaurantes formais.

Tendências de consumo

Para a geração Z, o vinho deixa de exigir conhecimento prévio e vira opção de descoberta. Vinhos em lata aparecem em shows, e combinações inusitadas como pizza com chocolate passam a fazer parte do cardápio em bares descolados.

O influenciador João Alba ressalta que esse público busca vinhos mais leves, frios e com pouca formalidade. Ele destaca que a variedade de estilos menos tradicionais ganha espaço entre jovens curiosos por novas experiências.

Espaços de venda e acessibilidade

A oferta de vinhos no Brasil cresceu nos últimos anos, acompanhando a atuação de criadores de conteúdo especializados. Redes sociais funcionam como porta de entrada para quem quer aprender sobre o tema, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.

Casas como o Vinho no Boteco, em Pinheiros, São Paulo, atraem público jovem pelo preço e pela atmosfera informal. O estabelecimento enfatiza que o vinho pode ser acessível sem abrir mão da qualidade, tornando o hábito uma opção de semana.

Harmonizações e cultura digital

Além de técnicas, a experiência de consumo envolve harmonizações criativas. Experiências como vinho com bao e até sorvete viralizam em redes sociais, ampliando a percepção do que combina com a bebida.

Especialistas veem relação direta entre esse comportamento e a gastronomia atual, marcada por pratos compartilháveis e propostas autorais. A participação da Geração Z é vista como impulsionadora de um cenário mais democrático para o vinho.

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