- O termo “otrovert” descreve indivíduos ultra independentes que observam o mundo como outsiders e valorizam ligações profundas, segundo Mary Odafe.
- O rótulo foi cunhado pelo psiquiatra Rami Kaminski e se refere a pessoas que não se identificam com grupos, ideologias ou “hive mind”.
- A ideia tem ganhado destaque nas redes sociais, com vídeos no TikTok recebendo milhões de visualizações.
- A terapeuta Michelle Smith diz que otroverts valorizam relações one-to-one, podem ter dificuldade com amizades que exigem socialização constante e não é um transtorno, mas um traço menos comum de personalidade.
- O The Otherness Institute afirma que esses indivíduos são carismáticos e divertidos quando estão em zona de conforto, e defendem aceitar o não pertencimento, em vez de ensinar a pertencer.
O termo otrovert está ganhando atenção na internet. Segundo especialistas, trata-se de um tipo de personalidade que se vê como outsider, sem se identificar com grupos ou ideologias. A ideia ganhou força a partir de entrevistas com profissionais de saúde mental e pesquisadores.
O conceito foi criado pelo psiquiatra de Nova York Dr. Rami Kaminski e ampliado por profissionais da área. A descrição aponta pessoas extremamente independentes socialmente, que observam o mundo com empatia e mantêm ligações profundas, apesar de não buscarem pertencimento a grupos sociais.
Até o momento, o tema viralizou em redes sociais e gerou conteúdos com milhões de visualizações. Clipes e relatos de usuários destacam como a ideia ressoa com quem se sente à margem de clubes, partidos, equipes ou associações.
Para profissionais, o otrovert não é um transtorno cognitivo ou emocional. Pesquisadores destacam que é uma característica menos comum, que pode coexistir com relacionamentos saudáveis e significativos, principalmente em vínculos um a um.
Especialistas ressaltam que otroverts costumam valorizar conexões profundas em vez de redes amplas. Eles podem funcionar bem em ambientes onde há respeito pelo espaço individual e pela privacidade.
O Instituto da Alteridade explica que, em situações confortáveis, esses indivíduos podem parecer carismáticos e bem-humorados, mas evitam lugares barulhentos ou agitados. A avaliação aponta para a necessidade de reconhecer a diversidade de traços de personalidade.
Embora haja pouca pesquisa consolidada, profissionais sugerem que o reconhecimento dessa identidade pode ajudar quem se identifica com ela a compreender melhor seu pertencimento. A ideia é promover aceitação e autoconhecimento, sem buscar enquadramento forçado.
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