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Indivíduo questiona o motivo de guardar itens considerados tralha

Ignácio de Loyola Brandão reflete sobre o impulso de guardar tralha, o tempo que passa e as memórias que se acumulam em casa

Ignácio de Loyola Brandão em sua casa
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  • O narrador comenta ter um armário no corredor de casa cheio de itens guardados, de livros a canetas, envelopes e pulseiras de hospital, muitos sem uso.
  • Questiona por que guarda tanta coisa e se há um impulso misterioso de acumular para usar um dia.
  • Lembra da época em que editava a revista Planeta e de temas variados recebidos na redação, contrastando com o presente que cita nomes como Master, Vorcaro e PCC.
  • Compartilha lembranças envolvendo a Transportes Aéreos Marília (TAM) e o comandante Rolim, além de uma amizade com o jornalista Mino Carta.
  • Reflete sobre o tempo que passa, a expectativa de chegar aos 90 anos e destaca objetos curiosos encontrados no armário, como uma maquineta de cobre.

Ignácio de Loyola Brandão, conhecido escritor brasileiro, revela em tom sóbrio e direto um hábito que carrega há anos: guardar tralha em um armário do corredor de casa. O que começa como curiosidade vira prática constante, repetida várias vezes ao dia, enquanto ele avalia o que guardou, comprou ou recolheu ao longo da vida.

O conteúdo do armário é variado: livros, folhetos, brinquedos, restos de canetas, revistas sobre assuntos que não consegue decifrar e itens de uso hospitalar, como pulseiras de queda. Entre papéis e objetos, surgem lembranças de etapas profissionais e pessoais.

Ignácio descreve encontros com objetos que remetem ao passado, incluindo cadernetas, envelopes e até um item de cobre que ainda não revelou. À medida que revisita esses objetos, ele observa como o tempo passa e como a memória fica presa em cada item.

Do armário à memória

Ao lembrar da época em que editava a revista Planeta, ele cita temas que lhe chegavam diariamente, como a existência de fadas e a transmissão de ideias pelo pensamento, contrastando com o presente marcado por temas econômicos e estratégicos do país.

O autor recorda encontros com figuras da cena pública, incluindo o comandante Rolim, ex-CEO da Transportes Aéreos Marília (TAM), e o jornalista Mino Carta. Relatos dessa época aparecem de forma entrelaçada às memórias do acervo pessoal.

A narrativa também traz referências a conversas sobre futebol, amizades e o cotidiano da redação, além de histórias de carreira e de vida que ajudam a entender a relação dele com o tempo e com os objetos guardados.

Memória em foco

O texto evidencia a inquietação com o passar dos anos e a sensação de que o tempo pode passar sem que se perceba. Entre anotações, modelos de cadernos e lembranças de visitas, o acervo funciona como registro de uma trajetória.

A reflexão final não procura concluir ou opinar sobre o significado da guarda compulsiva, mas descreve como cada item pode representar um fragmento de vida, uma pista para entender o que se tornou a identidade do autor.

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