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Estudo aponta que o problema não era o feedback

A lição central do feedback é o tempo que leva para enfrentar o desconforto e transformar a crítica em mudança real

Penso que talvez falte convivência com o desconforto
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  • Em início de carreira, recebi uma avaliação 360 graus que me descreveu como arrogante, fechado, arbitrário e prepotente.
  • Fiz mudanças superficiais, pareciam melhorias em reuniões, mas era mais maquiagem do que transformação.
  • Um CEO, em mentoria, perguntou por que profissionais talentosos desistem tão rápido após feedback duro.
  • As redes sociais criaram a ilusão de promoções visíveis, sem mostrar anos de recusa e frustrações anteriores.
  • O maior custo não foi o feedback, e sim a demora para enfrentar a verdade e processá-la.

No início da carreira, uma avaliação 360 graus apontou traços como arrogância, fechamento, arbitrariedade e prepotência. O relato, que circula como reflexão sobre desenvolvimento profissional, descreve dificuldades em transformar críticas em mudanças reais.

O texto acompanha a figura de Paulo, que admite ter reagido de forma superficial às críticas. Ele relata que houve melhorias visíveis no comportamento, mas que a essência permaneceu a mesma, escondendo arestas em vez de corrigi-las. A autorreflexão se intensifica ao longo dos anos.

Em uma mentoria recente, um CEO perguntou por que profissionais talentosos desistem rápido demais. A pergunta levou Paulo a relembrar a necessidade de tempo para processar críticas, distinguir desconforto de evolução e entender que nem toda frustração é injustiça.

O ensaio também aborda o papel das redes sociais na percepção de carreira. O autor aponta que a visibilidade de promoções contrasta com o tempo de espera para avanços, destacando as dezenas de recusas enfrentadas antes de um sinal positivo. A trajetória raramente é linear.

Segundo o texto, a parte mais valiosa da avaliação não foi o diagnóstico, mas o incômodo gerado pela percepção de falha. Paulo descreve ter gasto anos tentando contorná-lo e provar que as críticas eram exageradas, em vez de trabalhar para a melhoria contínua.

Ao final, o tema central é apresentado como convivência com o desconforto. O autor sustenta que certas verdades exigem tempo para serem assimiladas, e que o custo maior pode ser a demora na mudança, não o feedback em si.

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