- A região de Champagne passou de turismo de memória para turismo de prazer, ampliando hotéis, visitas a caves, gastronomia e arte contemporânea.
- Em Reims, a casa Ruinart inaugurou o Pavillon Nicolas Ruinart, projeto do arquiteto japonês Sou Fujimoto, com obras de Tadashi Kawamata e outras musst exemplares de arte; cerca de 50 mil visitantes em 2025.
- O Royal Champagne, em Épernay, apresenta hotelaria de luxo com 47 quartos, spa, duas piscinas e opções gastronômicas ao redor das melhores cuvées.
- As casas de champanhe ampliam a oferta cultural: Pommery investe em arte contemporânea na Villa Demoiselle e em atividades imersivas nas caves, além de parcerias com museus e eventos.
- Thiénot abriu o Le 3, boutique-hotel no centro de Reims com doze quartos, rooftop de 500 metros quadrados e master class de degorgement por 45 euros.
Nos últimos anos, a região de Champagne deixou para trás o turismo ligado apenas à memória da produção de vinho. Hoje, hotéis, restaurantes e exposições transformam a visita em experiência de lazer e cultura. O giro de novas atrações ganha ritmo e destaque em Reims e Épernay.
A prática de abrir portas ao público se intensificou. Novos espaços de visitação às caves, hospedagens de alto padrão e propostas gastronômicas acompanham a diversificação promovida pela filière Champagne, que fatura cerca de 5,7 bilhões de euros por ano. A valorização do patrimônio ganhou impulso com o reconhecimento da UNESCO em 2015.
Ruinart: arte contemporânea em meio às caves
Em Reims, a Ruinart inaugurou em 2024 o Pavillon Nicolas Ruinart, assinado pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto. O projeto usa vidro e pedra para criar uma passagem entre história e modernidade. A visita combina degustação com experiência estética e paisagismo de Christophe Gautrand.
Caroline Carton, diretora de experiências culturais, destaca que o parque exibe quase 20 obras a céu aberto, incluindo a instalação de Tadashi Kawamata. As criações reforçam o caráter artístico da casa, que já possui obras de Julian Charrière nas caves. Em 2025, a Ruinart recebeu cerca de 50 mil visitantes.
Outras referências da região
O Royal Champagne, em Épernay, apresenta uma experiência premium com 47 suítes decoradas por Sybille de Margerie. O hotel oferece piscinas, spa e degustações de rótulos Leclerc Brillant, além de roteiros que incluem visitas a pequenos produtores da região.
A Vranken-Pommery atua com a Villa Demoiselle e salas de visitação que mesclam arte moderna e história. A casa também integra obras de escultores e liga-se a projetos imersivos nas caves de cerca de 30 metros de profundidade. A marca participa de museus como Orsay e Pompidou e promove cruzeiros enológicos na Seine.
Louis Roederer e Thiénot ampliam a oferta cultural
A Louis Roederer mantém a Fundação que apoia fotografia, cinema, música e literatura, fortalecendo parcerias com instituições nacionais. Diariamente, a marca é associada a iniciativas de preservação e inovação artística, inclusive possibilitando futuras hospedagens de alto padrão em seu complexo Rémo.
No centro de Reims, a Thiénot abriu o 3, um boutique-hotel com 12 quartos e uma suíte panorâmica, assinado pelo designer Alki. O espaço, com um terraço de 500 m², oferece experiências como master class de degorgement de champagne.
Caserne Chanzy transforma bem-estar e turismo
A Caserne Chanzy, também no centro de Reims, passou a oferecer protocolo de spa Biologique Recherche. As sessões contam com degustações mensais de champagne promovidas por marcas parceiras, ampliando a experiência entre bem-estar e enoturismo.
As iniciativas refletem uma estratégia de diversificação para atrair públicos variados, mantendo o foco na tradição champanhesa. A região aposta na combinação de hospedagem, gastronomia, arte e bem-estar para ampliar o alcance turístico.
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