- O Rodeio, restaurante de carnes fundado em outubro de 1958 na Rua Haddock Lobo, muda de endereço para uma loja ao lado, no mesmo bairro, com assinatura de Isay Weinfeld; a nova casa tem mil metros quadrados e abre no dia 6.
- Silvia Macedo Levorin assumiu a gestão na segunda geração, após trajetória profissional que inclui psicologia e artes plásticas; o pai Roberto ficou à frente antes dela.
- A casa enfrentou a Guerra das churrascarias na década de oitenta e os impactos do Plano Cruzado, que congelou preços enquanto os custos subiam.
- O Rodeio mantém cerca de duzentos colaboradores como parte do seu diferencial, enfatizando atendimento de qualidade como prioridade e relacionamentos estáveis com fornecedores.
- A empresa planeja expansão para Brasília com novo projeto assinado por Weinfeld para 2027, contando com governança familiar para a sucessão.
Nos anos 1980, a turma da Democracia Corintiana reunia-se toda semana no Rodeio para discutir o Corinthians, com sugestões para o arroz do prato. Surgiu o biro-biro, batizado no debate sobre o jogador Biro Biro. Hoje, o arroz é presença comum em restaurantes pelo país.
Silvia Macedo Levorin, segunda geração à frente do Rodeio, comanda o restaurante fundado em outubro de 1958 na Rua Haddock Lobo, em São Paulo. A família comprou a participação dos antigos sócios após dois anos de atividade, e o pai Roberto assumiu a gestão, expandindo fornecedores e treinando a equipe.
Guerra das churrascarias e desafios econômicos
No auge das churrascarias paulistanas em 1987, o The Place contratou grande parte da brigada do Rodeio, o que exigiu ajustes na equipe. O momento refletiu uma disputa de mercado que ficou conhecida na imprensa local. O Plano Cruzado também impactou o negócio, com congelamento de preços e necessidade de reajustes sem elevar custos.
Por conta de atravessar crises, o Rodeio adotou estratégias como manter cortes de carne e, quando necessário, repensar a política de atendimento ao cliente para manter o padrão de qualidade. Silvia chegou ao comando na mesma época e, apesar de jovem, foi bem recebida pela equipe.
Mudança de endereço e legado
Hoje, os planos envolvem o deslocamento para uma loja adjacente, ainda na Haddock Lobo, com assinatura de Isay Weinfeld. A nova casa terá mil metros quadrados e abertura prevista para o dia 6. O projeto prioriza arte brasileira, boa acústica e iluminação mais acolhedora.
O terreno onde nasceu o Rodeio, hoje valorizado, foi vendido para viabilizar o novo espaço, mantendo a marca na mesma rua. A empresa já prepara expansão futura, com Brasília nos planos para 2027, mantendo a governança familiar em foco.
Silvia reforça que o enfoque está nos clientes e nos colaboradores. O legado do Rodeio, segundo ela, não depende de um gestor único, mas do conjunto da equipe e da qualidade recebida pelo público. O rodízio entre tradição e renovação segue como eixo da marca.
Entre na conversa da comunidade